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Galípolo rebate críticas e diz que Pix fortalece inclusão financeira

Galípolo afirma que o Pix não rivaliza com cartões de crédito e amplia a bancarização, incluindo milhões e fortalecendo a inclusão financeira

O Pix incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter cartão de crédito
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse ao Senado que o Pix não é ameaça aos cartões de crédito e ampliou a inclusão financeira de milhões de brasileiros.
  • Segundo ele, o Pix incluiu pessoas à margem do sistema, que passaram a ter cartão de crédito e acesso a serviços como empréstimos.
  • Criado em 2020, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento digital do país, com transferências instantâneas gratuitas para pessoas físicas.
  • As falas ocorrem em meio a críticas dos Estados Unidos, com relatório da Casa Branca em abril que aponta preocupações de Visa e Mastercard sobre tratamento preferencial ao Pix.
  • Em julho de 2025, a gestão de Donald Trump abriu uma investigação comercial sobre possíveis favorecimentos estatais ao sistema desenvolvido pelo Banco Central.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19/5) que o Pix não representa ameaça ao mercado de cartões de crédito e ampliou o acesso da população a serviços financeiros. A declaração ocorreu durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Segundo Galípolo, o Pix contribuiu para a inclusão financeira de milhões de brasileiros que estavam fora do sistema bancário tradicional. Ele destacou que a ferramenta permitiu que mais pessoas tivessem acesso a produtos como cartões de crédito, empréstimos e outros serviços financeiros.

O BC criou o Pix em 2020, e o sistema se consolidou como o principal meio de pagamento digital do Brasil, oferecendo transferências instantâneas gratuitas entre pessoas físicas. A passagem pela audiência reforçou a ideia de que a bancarização está associada ao crescimento do uso de crédito e serviços bancários.

EUA: críticas e contexto internacional

Relatórios da administração norte-americana indicaram preocupações de empresas como Visa e Mastercard sobre o crescimento do Pix no mercado brasileiro. Em 2025, a gestão de Donald Trump abriu uma investigação comercial relacionada ao tema, sob alegações de favorecimento estatal ao sistema do BC.

O governo dos Estados Unidos sustenta que o Brasil pode estar adotando práticas desleais no mercado de pagamentos eletrônicos, o que acende o debate internacional sobre concorrência e regulação de sistemas públicos digitais. As informações refletem um panorama de tensão entre políticas públicas locais e regras do mercado global.

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