- Geely superou a BYD nas dois primeiros meses de 2026 em vendas e amplia rapidamente sua linha de produtos.
- A empresa vendeu 3 milhões de carros no ano passado, alta de 39% em relação a 2024, com receita crescente.
- Geely mira mercados externos com mais exportações, sobretudo para Europa e Oriente Médio, compensando a demanda doméstica fraca.
- A fabricante mantém portfólio amplo, com combustão, híbridos (gasolina-elétrico) e veículos totalmente elétricos, e converte restante da linha a gasolina para híbridos plug-in.
- No exterior, lançou o Zeekr 8X, um SUV híbrido plug-in com recursos avançados, com vendas internacionais previstas para o segundo semestre.
Geely superou BYD em vendas nos dois primeiros meses de 2026, consolidando-se como a principal força chinesa que avança no mercado global. A empresa comprime o ritmo em um momento de demanda aquecida por veículos elétricos e híbridos.
A Geely, dona da Volvo, vendeu 3 milhões de carros no ano passado, alta de 39% frente a 2024. A performance veio com expansão de exportações para Europa, Oriente Médio e outras regiões, fortalecendo a presença fora da China.
O ambiente externo ajudou: a guerra no Irã elevou os preços da gasolina, impulsionando a procura por veículos alternativos. Enquanto isso, a China reduziu drasticamente a demanda por elétricos na métrica interna, acelerando a focalização em mercados externos.
Expansão e estratégia de produto
A Geely investe em modelos de motorização variados, incluindo gasolina, híbridos e elétricos, para enfrentar volatilidades. A empresa pretende atingir 30% das vendas fora da China até 2030, ampliando presença na Europa, África e América Latina.
No mês passado, a Geely anunciou a conversão de todos os veículos a gasolina restantes em híbridos. Analistas veem nisso uma vantagem de eficiência para diferentes mercados, especialmente onde infraestrutura é mais limitada.
A rede de marcas sob o grupo geely inclui Volvo, Lotus e Zeekr. A estratégia de portfólio facilita competição com rivais globais, enquanto a produção fora da China reduz barreiras comerciais.
Inovações e lançamentos
Entre os destaques está o Zeekr 8X, SUV com recursos autônomos e teto retrátil, com preço inicial de cerca de US$ 47 mil. O modelo visa exportação a partir do segundo semestre de 2026, focando mercados de startups e consumidores premium.
Para enfrentar a demanda externa, a Geely aposta em plataformas e tecnologias compartilhadas, mantendo estúdios de design e fábricas na Europa e nos Estados Unidos, inclusive uma fábrica da Volvo na Carolina do Sul.
A competição local é intensa. BYD continua líder doméstica em volumes, mas enfrenta pressão de preços e margens, abrindo espaço para Geely acelerar exportações e incorporar tecnologias de ponta em seus modelos.
Contexto global e visão
O desempenho chinês aponta para uma virada no equilíbrio de poder da indústria automotiva global. Países como França, Alemanha e Reino Unido representam mercados-chave onde a demanda por híbridos plug-in cresce mais rápido que a de elétricos puros.
Li Shufu, presidente da Geely, destacou na região nordeste europeia a importância de infraestrutura local para a estratégia de regionalização. A visão é depender cada vez mais de fábricas europeias da Volvo para a produção internacional.
As ações da Geely Automobile Holdings, de Hong Kong, refletem o impulso de vendas e a diversificação do portfólio. A empresa vem mantendo foco na redução de custos e na internacionalização para enfrentar tarifas e barreiras comerciais.
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