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Gigantes de Wall Street definem desfecho do conflito entre Lululemon e fundador

Gestoras globais, com mais de US$ 37 trilhões sob gestão, definem o futuro da Lululemon entre o board atual e a influência de Chip Wilson

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  • Lululemon enfrenta uma disputa entre o fundador Chip Wilson e o conselho, com votação marcada para o dia 25 de junho.
  • Wilson indicou três candidatos para as vagas no conselho: Laura Gentile, Eric Hirshberg e Marc Maurer; a empresa pediu aos acionistas que votem nos candidatos do board e rejeitem a chapa dele.
  • O grupo de acionistas institucionais, incluindo Vanguard, BlackRock, State Street e Fidelity, soma mais de US$ 37 trilhões sob gestão, e detém participações relevantes na empresa; Wilson tem cerca de 9% do capital.
  • Michael Burry dobrou sua posição na Lululemon, indo a 100 mil ações, conforme seu último informe público.
  • No quarto trimestre de 2025, a Lululemon teve receita de US$ 3,6 bilhões (+1%), lucro líquido de US$ 586,9 milhões e lucro por ação de US$ 5,01; as ações recuaram cerca de 42,6% desde o começo do ano.

O grupo de acionistas da Lululemon reaparece como protagonista de uma disputa que envolve governança, estratégia e a identidade da marca. O fundador Chip Wilson indicou três nomes para disputar as vagas do conselho na assembleia anual de 25 de junho, em meio a uma carta da empresa contrária aos indicados.

A companhia reafirma que o board atual indica três candidatos — Chip Bergh, Esi Eggleston Bracey e Teri List — e pede aos acionistas que rejeitem a chapa de Wilson. A disputa envolve o controle sobre a direção da marca criada em torno de yoga, bem-estar e premium.

O duelo deverá ser definido por um conjunto de investidores de peso. Wilson é o maior acionista individual, com cerca de 9% das ações. Entre as gestoras, Vanguard, BlackRock, State Street e Fidelity somam mais de US$ 37 trilhões sob gestão, com participações de 7,2%, 7%, 4,1% e 3,9%, respectivamente.

Entre os acionistas da empresa está Michael Burry, famoso por prever a crise de 2008. Em seu último relatório público, a Scion Asset Management dobrou a posição na Lululemon, de 50 mil para 100 mil ações.

A ofensiva de Wilson sustenta que a Lululemon perdeu parte de sua alma criativa e precisa recolocar produto, marca e consumidor premium no centro da estratégia. Para as vagas em disputa, ele indicou Laura Gentile, Eric Hirshberg e Marc Maurer.

A Lululemon afirma que Wilson deixou o conselho há mais de uma década por motivos bem documentados e que, desde então, o fundador ataca a companhia. A empresa diz que ele busca reconquistar a influência que cobiça desde a saída e que suas ideias são ultrapassadas e com potenciais conflitos de interesse.

Segundo a companhia, as táticas de Wilson são consideradas disruptivas e prejudiciais à marca, com impactos aos acionistas, clientes e funcionários. O histórico dele na gestão envolve a presidência do conselho até 2013 e a saída definitiva do board em 2015.

A carta é assinada por Martha Morfitt, presidente do conselho, que conviveu com Wilson até sua saída. A ofensiva ocorre em meio a críticas sobre o ritmo de crescimento da Lululemon nos EUA e dúvidas sobre inovação, após queda de ações de 42,6% desde o começo do ano.

No quarto trimestre fiscal de 2025, encerrado em 1º de fevereiro, a receita líquida foi de US$ 3,6 bilhões, estável ante o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido caiu para US$ 586,9 milhões e o lucro por ação ficou em US$ 5,01.

Até a votação, não houve posicionamento público definitivo de grandes investidores. Burry não detalhou tese específica para a companhia, apenas citou a avaliação de ações como parte de uma queda de baleias diante do foco no setor de inteligência artificial.

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