- Golpes usam sites falsos e identidade visual semelhante ao Gov.br para oferecer “renegociação” do Desenrola Brasil, com promessas de descontos de até noventa e seis por cento e exigência de dados pessoais.
- Ministério da Fazenda alerta que bancos não entram em contato para renegociação; canais oficiais são diretamente pelos bancos credores ou plataformas autorizadas.
- Há relatos de site falso chamado Desenrola Brasil 2.0 e de conteúdos enganoso em redes sociais, incluindo um suposto atendimento Gov.br com cobrança de taxas inexistentes.
- O golpe costuma iniciar com uma notícia falsa do governo, seguida de pedido de CPF, e termina com cobranças de taxas administrativas para fechar um acordo.
- Técnicas comuns envolvem engenharia social, reprodução de marcas oficiais e mensagens com urgência, oferecendo acessos a descontos ou limpeza do nome em prazo curto.
O Desenrola Brasil, programa do governo federal para renegociação de dívidas, foi lançado em 5 de maio. Golpistas criaram sites falsos com identidade visual parecida com o Gov.br para oferecer “descontos” e cobrar taxas inexistentes.
A notícia foi divulgada pelo Ministério da Fazenda, que alerta: instituições financeiras não entram em contato para renegociação. Infecções também aparecem em plataformas oficiais de bancos, com promessas de facilidades e prazos atrativos.
Criminosos criaram sites como Desenrola 2.0, com domínio fora dos padrões oficiais e mensagens que induzem o cadastro por CPF. A Kaspersky identificou ao menos um golpe, e ressalta que o número pode crescer conforme a procura pelo programa aumenta.
Ofertas falsas prometem descontos de até 96% e renegociação rápida, com etapas que solicitam dados pessoais. Após a verificação, o usuário recebe mensagens de aprovação falsa e é levado a efetuar pagamentos de taxas inexistentes.
A ação criminosa costuma exigir dados como nome completo e CPF, além de indução a selecionar um banco ou tipo de dívida. Em seguida, surge um suposto atendimento Gov.br com “acordo” e cobrança de taxas para fechamento do acordo.
Sites fraudulentos costumam coletar dados e cobrar taxas administrativas, como o valor de 92,80 reais, que não existem no programa oficial. O objetivo é obter informações sensíveis e dinheiro dos desavisados.
Para evitar golpes, o Ministério orienta buscar apenas canais oficiais do governo e dos bancos credores. Desconfie de mensagens que direcionem a sites desconhecidos ou contatos não oficiais.
Como identificar golpes
- Acesse exclusivamente endereços oficiais que terminem em gov.br.
- Desconfie de solicitações de CPF para “verificar elegibilidade” em sites não oficiais.
- Não pague taxas para aderir a benefícios de renegociação.
- Prefira atendimento direto nos canais dos bancos ou em agências autorizadas.
Redes e orientações oficiais
- A Fazenda recomenda buscar bancos credores e plataformas autorizadas.
- O Facebook e outras redes já têm diretrizes para denúncias de conteúdos enganosos.
- A Meta orienta que usuários denunciem conteúdos que violem suas políticas.
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