- O setor jurídico foi o que mais cresceu na adoção de IA generativa no último ano, com a penetração multiplicando-se por 11,9 em doze meses (State of AI Discovery Report 2025, Previsible).
- Visitantes atraídos pela IA convertem 4,4 vezes mais do que quem chega pela busca orgânica tradicional (Semrush).
- Surge a GEO (Generative Engine Optimization), categoria de marketing para posicionar escritórios nas respostas de IA como ChatGPT, Gemini e Claude.
- A Rockham, agência brasileira que estuda o tema, lançou pela Amazon o livro “GEO para Advogados” e aponta que a IA prioriza fontes qualificadas, ignorando anúncios pagos.
- O movimento altera o orçamento de marketing das bancas: parte da mídia paga migra para produção de conteúdo e estrutura técnica, com ganhos dependentes de presença prévia e produção consistente.
A IA está redesenhando a forma como clientes buscam advogados no Brasil. Em vez de consultar conhecidos ou o Google, muitos potenciais clientes recorrem ao ChatGPT para obter indicações, incluindo nomes, especialidades e justificativas. O mercado jurídico passa a disputar visibilidade nas respostas geradas pela IA.
Dados da Previsible mostram a magnitude da mudança. O State of AI Discovery Report 2025 aponta que o setor jurídico foi o que mais cresceu em adoção de IA generativa, com a penetração aumentando 11,9 vezes em 12 meses. Visitantes atraídos por esse canal convertem 4,4 vezes mais do que na busca orgânica tradicional.
Esse movimento alimenta uma nova categoria de marketing: GEO, ou Generative Engine Optimization, que busca posicionar escritórios nas respostas da IA, como as geradas pelo ChatGPT, Gemini e Claude. A prática é a evolução do SEO, com foco em algoritmos de IA e fontes consultadas pelas plataformas.
Adoção e prática no mercado
A Rockham, agência brasileira especializada em GEO para o setor jurídico, acompanha o fenômeno há cerca de dois anos. Em 2025, lançou pela Amazon o livro GEO para Advogados, que descreve como as IAs selecionam recomendações com base em conteúdo existente e fontes qualificadas.
Para Thiago Saldanha, sócio-fundador da Rockham, a IA já ignora fontes que apenas pagaram por anúncios. O filtro é acionado pelas próprias respostas das IAs, que privilegiam conteúdos de fontes com produção consistente e relevância demonstrada.
O critério de sucesso não é o tamanho da banca nem o tempo de mercado. A IA prioriza a presença qualificada, ou seja, atuação contínua em conteúdos relevantes, ainda que de escritórios menores. A construção dessa presença envolve meses de trabalho e produção de conteúdos pré-existentes que geram citação pelas plataformas.
Implicações para o mercado e o marketing
A janela de oportunidade é estreita: quem se posiciona cedo tem vantagem acumulativa, pois as IAs tendem a reforçar fontes já citadas. O setor jurídico liderou a adoção desse canal entre os analisados, e o orçamento de marketing começa a migrar de mídia paga para produção de conteúdo e estrutura técnica.
Profissionais do ramo consultam dados sobre conversões e posicionamento para planejar investimentos. A mudança não é apenas tecnológica, mas estratégica, ao redefinir como escritórios são descobertos pelos potenciais clientes que interagem com IA.
Sobre a Rockham
A Rockham é uma agência brasileira voltada a SEO e GEO para o mercado jurídico, fundada por Thiago Saldanha, Luan Azevedo e Douglas Mellotto. Em 2025, a empresa publicou pela Amazon o livro GEO para Advogados, documentando mecanismos de recomendação das principais IAs.
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