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Médica deixa UTI Neonatal para abrir ateliê inclusivo e fatura R$95 mil

Médica pediatra deixa a UTI Neonatal para abrir ateliê de cerâmica inclusivo em Curitiba, atingindo faturamento de R$ 95 mil por mês

Magé deixou o trabalho na UTI Neonatal para fundar ateliê Almamia — Foto: Reprodução / Instagram
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  • Médica pediatra Maria Angélica Telles deixou a UTI Neonatal de Curitiba após vinte e três anos para abrir o Almamia, um ateliê de cerâmica inclusivo.
  • O negócio fatura cerca de R$ 95 mil por mês, mantendo alta rentabilidade.
  • A mudança de carreira nasceu de terapia e do cuidado com o filho autista, Thiago, o que levou à prática de cerâmica em mil e quinze.
  • Ela investiu R$ 900 mil de suas economias para abrir a escola de cerâmica e contratou uma equipe de marketing para posicionar a marca.
  • O espaço é adaptado para diferentes perfis de alunos e trabalha em parceria com psicólogos e terapeutas para oferecer aprendizado personalizado.

Em Curitiba (PR), a médica pediatra Maria Angélica Telles deixou a UTI Neonatal após 23 anos de atuação e passou a trabalhar com cerâmica. Hoje, com o ateliê Almamia, ela fatura cerca de R$ 95 mil por mês, gerando uma atividade econômica estável em torno de peças inclusivas.

A pivô da mudança foi a vida familiar. O filho Thiago, diagnosticado com uma doença genética e autismo, exigiu adaptações na rotina da família. A partir de 2015, a cerâmica entrou como terapia e posteriormente se tornou negócio.

Em busca de sucesso financeiro e social, Telles investiu R$ 900 mil de suas economias para abrir uma escola de cerâmica. O projeto ganhou uma equipe de marketing que ajudou a comunicar o propósito da marca nas redes sociais.

Estrutura inclusiva e atuação no mercado

O Almamia funciona como espaço de ensino de cerâmica adaptado à diversidade. Turmas com menor ruído e iluminação suave são parte do atendimento, com apoio de psicólogos e terapeutas para personalizar o aprendizado.

Alunos e mães dividem a bancada, numa atmosfera de acolhimento. A prática também funciona como terapia para as famílias, fortalecendo vínculos momentos antes da conclusão das peças.

A iniciativa de Maria Angélica recebeu divulgação no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo, destacando a relação entre cuidado, inclusão e rentabilidade.

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