- A Receita Federal interditou temporariamente dois shoppings no Brás, região central de São Paulo, em operação iniciada em 18 de maio contra a venda de produtos falsificados.
- A ação, batizada de “Desvio de Rota”, envolve 95 servidores e deve durar várias semanas, com apreensão de toneladas de mercadorias irregulares que podem chegar a 300 milhões de reais.
- O foco são mercadorias estrangeiras introduzidas no país sem o devido controle aduaneiro, configurando contrabando ou descaminho.
- A Associação de Lojistas do Brás informou que os shoppings interditados não são associados à entidade e que está acompanhando a operação, defendendo concorrência justa e legalidade.
- A Receita divulgou vídeo em que agentes localizam mercadorias escondidas em forro de loja; a região é apontada como polo de comércio irregular que abastece o país e envolve impactos além do fisco.
A Receita Federal interditou temporariamente dois shoppings no Brás, no centro de São Paulo, em uma operação iniciada nesta segunda-feira, 18, contra a comercialização de produtos falsificados. Os nomes dos empreendimentos não foram divulgados.
A ação, batizada de Desvio de Rota, envolve 95 servidores e tem previsão de durar várias semanas. A fiscalização mira mercadorias irregulares apreendidas na região, com estimativa de chegar a toneladas e valor próximo de R$ 300 milhões.
Segundo a Receita, o foco está em mercadorias estrangeiras introduzidas no país sem controle aduaneiro, configurando contrabando ou descaminho. A operação busca coibir escoamento de produtos piratas que abastecem o Brasil inteiro.
A Associação de Lojistas do Brás afirmou que não há relação entre os shoppings interditados e a entidade. A aliança também destacou o combate à pirataria e à concorrência desleal, contribuindo para a moda nacional.
Um vídeo da Receita Federal mostra agentes localizando mercadorias escondidas em forro e em pontos estratégicos de uma loja. A região do Brás é apontada pela própria autoridade como um polo de comércio irregular, com impactos para a saúde pública e para a economia formal.
Além do aspecto fiscal, a operação pode ter desdobramentos em crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e exploração de trabalho irregular, conforme a Receita Federal. A atuação busca garantir maior fiscalização e conformidade aduaneira na região.
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