- O ministro da Fazenda, Dário Durigan, reuniu-se em Paris com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, à margem do G7, para tratar de tarifas brasileiras e de questões comerciais.
- Durigan disse estar confiante de que o prazo de 30 dias acordado pelos presidentes Lula e Trump será cumprido; interlocutores do Brasil são Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer.
- A reunião também abordou segurança aduaneira, combate ao crime organizado e impactos da guerra no Irã sobre os preços do petróleo, incluindo o tema PIX.
- Sobre subsídios aos combustíveis, Durigan afirmou que as medidas visam mitigar alta de preços com neutralidade fiscal, com revisões a cada dois meses conforme o conflito no Oriente Médio.
- O encontro ressaltou a continuidade da pressão sobre as exportações de petróleo russo e a cooperação em minerais críticos; Durigan ainda se reúne com Fatih Birol, da Agência Internacional de Energia, antes de retornar a Brasília.
Dentre as ações diplomáticas que antecedem a cúpula do G7, o ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, afirmou estar confiante de que o prazo de 30 dias acordado entre Lula e Trump será cumprido. A declaração foi feita após reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Paris nesta terça-feira.
A conversa ocorreu à margem das reuniões dos ministros de Finanças do G7, que prepararam o caminho para o encontro de junho na cidade francesa de Évian-les-Bains. Além de evitar novas tarifas, os dois lados discutiram temas comerciais sensíveis, incluindo a investigação sobre o sistema de pagamentos PIX.
Durigan relatou que a reunião foi fluida e consensual, com o secretário americano sinalizando disponibilidade para facilitar a negociação. O ministro brasileiro mencionou que o tema está em tratativas com o Ministério da Economia e com as respectivas contrapartutas dos EUA, reforçando a intenção de avançar nos acordos bilaterais.
Acompanhamento dos temas do G7
Durigan comentou que o debate também abordou segurança entre os dois países, com foco no combate ao crime organizado e em operações aduaneiras conjuntas. Outros pontos incluíram impactos da guerra no Irã sobre os preços do petróleo e a necessidade de monitorarsubsidios aos combustíveis no Brasil.
No âmbito da agenda do G7, o ministro destacou que o Brasil participa como país convidado, ao lado de outras nações, e vê o país em posição privilegiada para enfrentar o aumento dos preços dos combustíveis. O objetivo é mitigar impactos para caminhoneiros, famílias e agricultores, sem comprometer a condução fiscal.
Medidas de apoio e estabilidade fiscal
Durigan afirmou que as medidas de subsídio e desoneração adotadas para atenuar o rápido aumento dos preços internacionais do petróleo serão reavaliadas a cada dois meses, conforme a evolução do conflito no Oriente Médio. Aneutralidade fiscal das ações foi reiterada, com ênfase em evitar distorções fiscais.
Os ministros do G7 discutiram mecanismos para reduzir efeitos da alta de petróleo e fertilizantes sobre países mais vulneráveis, com eventual apoio de organizações multilaterais, como FMI e Banco Mundial. O tema deverá ganhar mais desdobramentos na cúpula de junho.
Perspectiva sobre recursos e parcerias
Ao final do encontro, as delegações reiteraram o compromisso com a pressão sobre as exportações de petróleo russo, em linha com o consenso do grupo. Também foi anunciada a extensão da aliança de minerais críticos, para melhorar planejamento de estoques e rastreabilidade na cadeia de suprimentos.
Durigan ressaltou o interesse de empresas globais em investir no Brasil, destacando a necessidade de segurança jurídica e soberania na regulação de minerais críticos. Ele destacou que o Brasil pode se beneficiar com investimentos sem concessões de incentivos fiscais, desde que haja base legal estável.
O ministro informou ainda que pretende encontrar-se com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, antes de retornar a Brasília. A agenda seguinte inclui seguir o andamento das negociações bilaterais com os EUA e acompanhar a cúpula do G7.
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