- Ministros das Finanças do G7, com participação do Brasil, encerram reunião em Paris (19 de maio de 2026) para discutir a cúpula do grupo e temas como guerra no Irã e custos do petróleo.
- O foco é evitar que a crise energética no Oriente Médio gere uma crise econômica mundial, com o estreito de Ormuz no centro das atenções.
- O FMI projeta crescimento global menor e inflação mais alta em 2026; taxas de juros elevadas são tema de preocupação entre os dirigentes.
- O G7 convidou emergentes para participação, incluindo o Brasil; China continua fora. O encontro também incluiu almoço de trabalho com Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita.
- O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, afirmou que o Brasil é visto como porto seguro para investimentos e destacou interesse em minerais críticos e energia, com encontros bilaterais programados na margem.
Em Paris, os ministros de Finanças do G7 encerram nesta terça-feira 19 de maio de 2026 duas dias de reuniões preparatórias para a cúpula do grupo, que será sediada na França em 2026. O foco é a crise causada pela guerra no Irã e seus impactos nos preços do petróleo, para evitar uma nova crise econômica global.
Entre os participantes, além de ministros e presidentes de bancos centrais do G7, participam quatro países convidados, incluindo o Brasil. Também integram o encontro três monarquias do Golfo: Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, em almoço de trabalho.
O que motiva as discussões é a possibilidade de o bloqueio de comboios no estreito de Ormuz, fundamental para cerca de 20% do petróleo mundial, agravar a inflação e reduzir o crescimento global, conforme projeções do FMI.
As autoridades avaliam alternativas para conter pressões sobre a inflação, já que ajustes de política monetária estão em foco. O FMI estima crescimento global menor e inflação mais alta em 2026 se a tensão se manter.
Desequilíbrios entre as grandes regiões também aparecem na pauta. O ministro francês Roland Lescure sinaliza que há divergências com os Estados Unidos sobre o futuro do comércio internacional.
No encontro, o Brasil busca ampliar investimentos estrangeiros, destacando a atuação em petróleo, energias renováveis e minerais críticos. O ministro Dario Durigan ressalta a atratividade do Brasil como investimento estável.
Durigan participa de três encontros bilaterais com ministros do Japão e do Canadá e com o diretor da AIE, Fatih Birol. A agenda também aborda o novo marco regulatório de terras raras e minerais críticos.
Analistas veem o tema como crucial para a economia digital e para a indústria nacional, com perspectivas de facilitar negócios e reduzir burocracia. A segurança jurídica é citada como peça-chave para atrair capital externo.
A pauta também destaca o papel de países emergentes no processo de decisões do G7, mantendo o Brasil como foco de investimentos sem abrir mão de alinhamentos com parceiros ocidentais.
Em Paris, o objetivo é manter a unidade do grupo diante de desafios como a guerra no Oriente Médio, combustíveis e disrupções na oferta de energia, com atenção à liquidez global e ao custo de empréstimos soberanos.
À margem das sessões, Durigan mantém reuniões com autoridades internacionais para ampliar a cooperação em energia, minerais críticos e desenvolvimento econômico, conforme informações da assessoria brasileira.
Com AFP
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