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MP-SP investiga ligação entre Banco Master e privatizações da Sabesp e EMAE

Promotoria investiga ligação entre Banco Master, privatizações da Sabesp e EMAE, apontando suspeitas de irregularidades em operações de 2024

Foto: Gerada por IA
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  • MP-SP analisa representação protocolada pelo deputado Antônio Donato, que aponta possíveis vínculos entre Banco Master, Equatorial, Ambipar e Fundo Phoenix nas privatizações da EMAE e Sabesp; documento foi apresentado em 20 de março de 2026.
  • Privatização da Sabesp ocorreu em julho de 2024, com bloco de controle de 15% vendido a R$ 67,00 por ação, total de R$ 6,9 bilhões; Equatorial Energia foi a única concorrente; avaliação inicial disseram ser descontado 44% do preço de mercado.
  • BTG Pactual coordenou a oferta de outros 17% das ações ao mesmo preço; demanda apontava acima de R$ 200 bilhões para uma oferta de R$ 7,9 bilhões; representação cita possível favorecimento a clientes e exclusão de Itaú BBA e Citi.
  • Carlos Piani é apresentado como elo central, tendo presidido a Ambipar e, posteriormente, a Equatorial, além de ter presidido a Sabesp privatizada e, em 2025, conduzido a aquisição da EMAE pela Sabesp.
  • Fundo Phoenix teria sido criado em 20 de março de 2024, menos de um mês antes do leilão da EMAE em 19 de abril de 2024; venceu a disputa com cerca de R$ 1,04 bilhão, com pagamento viabilizado pelo Banco Master via Trustee DTVM em parceria com Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Junior via emissão privada de debêntures de R$ 520,15 milhões.

O Ministério Público de São Paulo atua na análise de uma representação que associa o Banco Master a privatizações da Sabesp e da EMAE. O documento, protocolado em 20 de março de 2026, aponta possíveis conexões entre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, Equatorial, Ambipar e o Fundo Phoenix, em operações entre abril e julho de 2024.

A representação foi apresentada pelo deputado estadual Antonio Donato, do PT-SP, líder da oposição na Alesp. O pedido visa a instauração de inquérito civil para apurar improbidade administrativa e irregularidades em operações ligadas a ativos públicos estaduais.

Segundo o texto, as privatizações da EMAE, concluída em abril de 2024, e da Sabesp, finalizada em julho de 2024, teriam ligações com estruturas financeiras associadas ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A polêmica envolve atuação do banco na estruturação e no financiamento de grupos interessados na compra.

Sobre a Sabesp, a representação afirma que o governo paulista abriu mão do controle em julho de 2024, quando a empresa valia mais de R$ 56,2 bilhões. O bloco de 15% das ações foi vendido a R$ 67 por papel, totalizando R$ 6,9 bilhões, com a Equatorial Energia como única concorrente. Alega ainda que o desconto ficou 44% abaixo do preço de mercado.

A peça sustenta que o BTG Pactual coordenou a oferta de 17% adicionais das ações pelo mesmo preço, em demanda que superou R$ 200 bilhões para uma oferta de R$ 7,9 bilhões. A representação questiona favorecimentos na alocação de ações e exclui Itaú BBA e Citi de decisões estratégicas.

Karla Bertocco é citada como presidente do Conselho de Administração da Sabesp ao mesmo tempo em posição no Conselho da Equatorial, o que, segundo o documento, configura conflito de interesses a ser apurado. A possível sobreposição é apontada entre os pontos de análise do MP.

Carlos Piani aparece como figura central na narrativa, atuando como elo entre Ambipar, Equatorial e Sabesp. Segundo o texto, ele presidiu a Ambipar entre 2023 e 2024, período em que as ações da empresa se valorizam expressivamente, e, no mesmo intervalo, comanda a Equatorial. Em outubro de 2024, assumiu a direção da Sabesp privatizada e, em 2025, conduziu a aquisição da EMAE.

A instituição destacou que o Fundo Phoenix foi criado apenas 20 de março de 2024, menos de um mês antes do leilão da EMAE, vencido pela Phoenix por cerca de R$ 1,04 bilhão. A disputa contou com a EDF como concorrente. O leilão ocorreu em 19 de abril de 2024, na bolsa de São Paulo.

A operação de aquisição da EMAE, responsável pela gestão de usinas e do fluxo de água, seria viabilizada pelo Banco Master, por meio da Trustee DTVM, em parceria com Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Junior, fundador da Ambipar. A documentação sustenta que houve uma emissão privada de debêntures da Phoenix S.A., no valor de R$ 520 milhões, conforme parecer técnico da CVM.

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