- O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) vai discutir, na quarta-feira, 20, a possibilidade de alterar o parâmetro CVaR para reduzir custos de energia no país.
- O CVaR está fixado em 15/40; há proposta de reduzir para 15/30, mantendo a segurança energética com menos custo.
- A Frente Nacional dos Consumidores afirma que a mudança pode gerar economia de até R$ 5,4 bilhões e não comprometer o abastecimento.
- Um estudo encomendado pela Frente, com a Volt Robotics, indica que 15/30 atende às necessidades do sistema, mantendo menor custo e com menor sobrecusto, além de potencial queda tarifária.
- Associações e empresários assinam manifesto defendendo revisão do conservadorismo nos modelos de preço; a Abraceel aponta ganhos econômicos com a redução e alerta para impactos menores na segurança.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico CMSE vai avaliar nesta quarta-feira 20 a possível mudança do parâmetro CVaR, usado para medir a aversão ao risco hidrológico na operação das hidrelétricas. A decisão pode reduzir custos da energia no Brasil e acirrar o debate entre consumidores e geradores sobre segurança do sistema.
A Frente Nacional dos Consumidores, liderada por Luiz Eduardo Barata, defende reduzir o CVaR de 15/40 para 15/30. A proposta visa reduzir custos de até 5,4 bilhões de reais sem colocar em risco o abastecimento energético, segundo os defensores da mudança.
Atualmente, o CVaR 15/40 busca cobrir os piores cenários hidrológicos, repassando mais peso aos preços de energia. A mudança seria para menos peso na composição de custos, deslocando parte da carga para o custo final ao consumidor.
Barata sustenta que a diferença entre 15/40 e 15/30 resulta em ganhos de segurança apenas marginal, mas em custo adicional para o consumidor. Segundo ele, menos geração térmica pode reduzir tarifas.
O argumento central é que o cenário brasileiro já oferece segurança suficiente com 15/30 e que manter 15/40 beneficia apenas os produtores de energia, por meio de maior uso de termelétricas caras.
Uma análise encomendada pela Frente, com apoio de entidades de defesa dos consumidores, aponta que manter 15/35, 15/30 ou 15/25 atende às curvas de referência do MME sem comprometer a segurança energética. O estudo compara custos e tarifas.
A análise indica que o modelo 15/30 fica próximo ao patamar atual 15/40 mesmo em cenários críticos, apresentando menor sobrecusto. Assim, haveria combustível para reduzir tarifas sem elevar riscos.
Manifestações de entidades ligadas ao setor apontam que a modicidade dos preços poderia ser alcançada com o ajuste para 15/30. A Abraceel ressalta que esse nível manteria segurança, com economia estimada de até 5,4 bilhões e tarifa potencialmente menor.
Segundo a Abraceel, manter níveis elevados de aversão ao risco em 2027 pode levar a um despacho térmico antecipado, aumentando desperdícios em períodos de chuva e elevando custos adicionais em energia.
Entre na conversa da comunidade