- O Palm Springs Art Museum divulgou um comunicado de três páginas dizendo que a investigação, solicitada após uma denúncia anônima, não encontrou irregularidades e que o relatório não será divulgado publicamente.
- A denúncia acusava, entre outros pontos, reclassificação de fundos do endowment, discrepância de 3 milhões no saldo de investimentos e a saída de um ex-diretor para favorecer uma nomeação interna, sem detalhes específicos apresentados pelo museu.
- A apuração, realizada com os escritórios Barnes & Thornburg e RSM US, analisou mais de 350 mil documentos entre 2021 e 2024 e ouviu diversas testemunhas.
- Sobre as vendas de obras para uso operacional, o museu admite que houve uso dessas receitas, descrevendo como um “empréstimo interno” que será restituído até 2030; não houve confirmação de apropriação indevida.
- O relatório também aponta falhas de governança, com medidas corretivas anunciadas, incluindo melhoria de prestação de contas, políticas de uso de recursos de venda de obras e fortalecimento de controles internos. O museu afirma não ter mais comentários sobre o processo interno.
O Palm Springs Art Museum, na Califórnia, informou que uma investigação interna, iniciada após uma denúncia de whistleblower, não encontrou indícios de conduta ilícita por parte da instituição. O parecer de três páginas rejeita as acusações de fraude, apropriação indébita e má gestão envolvendo o museu, ainda que reconheça falhas de governança.
A apuração, conduzida por uma firma de advocacia e uma firma de contabilidade forense, analisou mais de 350 mil documentos e realizou entrevistas com funcionários, membros do conselho e consultores. O estudo abrange os exercícios de 2021 a 2024 e registros de mais de 10 anos, mas não terá publicação pública.
A instituição informou que não disponibilizará o relatório ao público nem formará fórum para perguntas da comunidade. O relatório também não detalha as evidências que supostamente sustentariam as afirmações de má-fé, mantendo transparência restrita sobre o conteúdo.
Resultados e detalhes da apuração
O museu reconhece que houve uso de recursos de venda de obras para cobrir custos operacionais quando a instituição enfrentou aperto financeiro. A apuração aponta que essas receitas foram tratadas como empréstimo interno com previsão de reembolso até 2030, com saldo remanescente registrado em 30 de junho de 2024.
A avaliação externa indicou que não houve apropriação intencional de recursos nem ocultação de informações ao Conselho. Também afirma que as alegações de má-fixa de intenção não foram comprovadas, sem, porém, oferecer detalhamento específico.
Governança e mudanças institucionais
O relatório aponta falhas históricas de governança, relatando deficiência em aspectos de governança, reporte e registro. Contudo, não aponta perdas de recursos nem discrepâncias significativas em saldos bancários. O museu adianta medidas para aperfeiçoar controles, incluindo treinamento, relatórios financeiros mais robustos e protocolos para atas e comissões.
Entre as ações anunciadas estão a criação de um plano plurianual de sustentabilidade financeira e a revisão de políticas sobre uso de fundos de obras de arte e de fundos restritos de doadores. A instituição também informou que manterá atualizações para as partes interessadas, conforme apropriado.
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