- Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu a previsão de crescimento global para 2026, a 2,5%, ante 3,0% projetados para 2025, e abaixo dos níveis pré-pandemia.
- Para 2027, a ONU aponta recuperação modesta, com avanço de 2,8%.
- A revisão é influenciada pela crise no Oriente Médio, que elevou a inflação e a incerteza, apesar de demanda e consumo ainda resilientes.
- Economias desenvolvidas devem ver inflação subir a 2,9% em 2026; países em desenvolvimento, a 5,2%.
- Desempenho regional: Ásia Ocidental com maior desaceleração; EUA em torno de 2,0% em 2026; Europa com menor dinamismo (UE a 1,1%; Reino Unido a 0,7%); China, 4,6%; Índia, 6,4%.
A ONU revisou para baixo as perspectivas de crescimento global para 2026, em 2,5%. A queda ocorre devido à crise no Oriente Médio, que reacendeu pressões inflacionárias e aumentou a incerteza. A projeção para 2025 é de 3,0%.
A agência também aponta que 2027 deve registrar recuperação modesta, com crescimento de 2,8%. Mercados de trabalho sólidos, consumo resiliente e investimentos em tecnologia devem sustentar a atividade, mesmo diante do cenário fraco.
Projeções por região
Na prática, as economias desenvolvidas devem ver inflação subir de 2,6% para 2,9% em 2026, segundo a ONU. Países em desenvolvimento elevam a inflação de 4,2% para 5,2%.
A Ásia Ocidental é apontada como o principal polo de frustração, com desaceleração de 3,6% para 1,4% devido a danos a infraestrutura, comércio e turismo.
Os Estados Unidos devem crescer 2,0% em 2026, mantendo a tendência de robustez puxada pela demanda doméstica e investimentos em tecnologia.
A Europa permanece mais vulnerável, com queda da demanda por energia e pressão sobre famílias e empresas. A ONU projeta 1,1% de crescimento na UE e 0,7% no Reino Unido.
A China mantém resistência, com PIB crescendo 4,6% em 2026, ante 5,0% previamente estimado, puxada pela diversificação energética e reservas estratégicas.
A Índia deve acelerar menos, com 6,4% de expansão em 2026, frente 7,5% de 2025, refletindo ajuste na demanda interna.
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