- O presidente Lula anunciou em São Paulo o Move Aplicativos, programa com até 30 bilhões de reais para financiamento de carros de até 150 mil reais e manutenção, voltado a motoristas de apps como Uber e 99, além de taxistas.
- O financiamento terá prazo de 72 meses e juros mensais de 0,99%, com acesso para motoristas que fizeram pelo menos 100 corridas nos últimos doze meses.
- O objetivo é reduzir custos com aluguel de carros em locadoras e ampliar condições de aquisição de veículos para motoristas de aplicativos.
- O lançamento acontece no contexto de ações de governo voltadas ao eleitorado pré-eleitoral, buscando apoio de setores de apps e transporte privado.
- O Move Aplicativos é apresentado como expansão de iniciativas já simuladas pelo governo, como o Move Brasil, que destinou recursos para caminhões e ônibus.
O governo lança um novo pacote voltado ao setor de transportes com foco em motoristas de aplicativos. O anúncio foi feito em São Paulo na terça-feira, 19, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Guilherme Boulos. O Move Aplicativos cria condições de financiamento para aquisição de carros, manutenção e capital de giro, com ressalvas para taxistas.
O programa prevê recursos de até 30 bilhões de reais. A ideia é reduzir custos com aluguel de veículos em locadoras para motoristas de apps. O modelo segue a linha do Move Brasil, lançado no fim de abril, que destinou 21 bilhões para caminhões e ônibus.
Podem participar motoristas que tenham feito pelo menos 100 corridas nos últimos 12 meses, com financiamento de veículos de até 150 mil reais. O prazo de pagamento é de 72 meses, e a taxa de juros mensal fica em 0,99%.
Move Aplicativos: alcance e regras
A iniciativa é vista como parte da estratégia de Lula para ampliar apoio entre eleitores do setor de transporte por aplicativo em meio ao período pré-eleitoral. A proposta busca atrair esse grupo, cuja adesão tem sido desafiadora para o governo.
A notícia ocorre no contexto de outros incentivos anunciados recentemente, como novas medidas de renegociação de dívidas e subsídios para reduzir o custo de combustíveis. Especialistas estimam que o conjunto de ações pode impactar o orçamento público em mais de 200 bilhões de reais.
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