- Pamela Paiffer é Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul e foi promovida durante as licenças-maternidade; Lucca tem 9 anos e Desirée, 3.
- Ela era acostumada a planejar a vida como uma planilha, mas a maternidade ensinou que não há controle e que é preciso se perdoar.
- A rede de apoio — marido, filhos, pais e sogros — é essencial para que a carreira e a maternidade convivam sem se comprometerem.
- No trabalho, houve maior empatia com outros pais e mães e busca por produtividade com propósito, valorizando cada segundo com os filhos.
- Dados citados incluem que mais de 70% das mães deixam de buscar novas oportunidades por cuidados familiares; os aprendizados com cada filho foram diferentes e a maternidade trouxe a ideia de não precisar estar 100% em tudo o tempo todo.
Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul, revela que duas promoções importantes da carreira ocorreram durante suas licenças-maternidade. Ela soma mais de 20 anos na empresa, após começar como estagiária.
A executiva criou uma parceria sólida com o marido, Felipe, que é professor, e conta com o apoio dos pais e dos sogros para conciliar carreira e família. Lucca, hoje com 9 anos, foi a primeira promoção durante a licença; Desirée, de 3, foi a segunda, durante a próxima licença.
Pamela descreve a maternidade como uma transformação que rompe o controle rígido que mantinha sobre a vida profissional. A falha de controle ficou explícita quando as licenças vieram, trazendo aprendizados sobre equilíbrio e prioridades.
Rede de apoio e mudanças no olhar
Ela destaca que a estrutura familiar é o que viabiliza viagens, promoções e presença em eventos, sem que a maternidade seja empecilho. A parceria com o marido envolve dividir a carga mental, não apenas as tarefas domésticas.
A diretora reforça que o contexto familiar amplia a empatia no trabalho. Ao olhar para outras mães e pais, torna-se mais produtiva com propósito, buscando eficiência para passar mais tempo com os filhos sem abrir mão de metas profissionais.
Impactos da maternidade na carreira
Pamela compara experiências de viagens anteriores com as atuais, quando observa mudanças no comportamento e na receptividade aos outros. Na vida profissional, a empatia resulta em maior sensibilidade para colegas em fases de vida semelhantes.
Sobre a gestão do tempo, afirma que a prioridade passou a ser ser objetiva e conhecer limites. Antes era possível desejar 100% em tudo; hoje, intervalos de 70% a 80% já demonstram equilíbrio entre casa e empresa.
Perspectiva sobre as filhas e o trabalho
Lucca questiona as viagens da mãe com naturalidade, enquanto Desirée inspira uma postura mais madura e autocompreensão. A promoção para Diretora ocorreu no último mês da licença de Desirée, ao chegar a ligação do chefe.
Pamela mantém a visão de que a maternidade não precisa ser tudo, mas pode transformar tudo. O aprendizado principal é perdoar-se mais e reconhecer que nem tudo precisa ocorrer ao mesmo tempo.
Dados e contexto
A executiva cita que mais de 70% das mães deixam de buscar novas oportunidades de trabalho por responsabilidades familiares, destacando a importância de redes de apoio. A experiência pessoal de Pamela ilustra como estrutura e empatia podem sustentar a progressão profissional.
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