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Pix amplia bancarização, diz Galípolo; nega disputa com emissores de cartão

Galípolo afirma que o Pix ampliou a bancarização e o acesso ao crédito, negando disputa com cartões e ressaltando inclusão financeira

`Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante entrevista coletiva em Brasília 27/03/2025 REUTERS/Adriano Machado
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix ajudou a bancarizar milhões de brasileiros e estimulou o mercado de cartões.
  • Ele negou que haja rivalidade entre o Pix e as operadoras de cartão de crédito, dizendo que o cartão cresceu junto com a maior bancarização causada pelo Pix.
  • Galípolo destacou que a entrada de novos usuários no sistema financeiro ampliou o acesso a produtos como linhas de crédito e cartões.
  • O Banco Central defendeu o modelo regulatório brasileiro e a adesão obrigatória ao Pix para instituições com mais de 500 mil contas.
  • A fala ocorre em meio a tensões entre Brasil e Estados Unidos, que investigam questões de práticas no setor de pagamentos digitais, com o Pix sendo tema de discussão em documentos oficiais.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira que o Pix ampliou a bancarização no Brasil e estimulou o acesso ao crédito, negando que haja disputa com as operadoras de cartão de crédito. A manifestação ocorreu durante audiência na CAE do Senado.

Segundo Galípolo, o sistema de pagamentos instantâneos ajudou milhões de brasileiros a ingressar no mercado financeiro formal, o que acabou fortalecendo produtos de crédito, inclusive cartões. Ele reforçou que o Pix não substitui, mas amplia serviços bancários.

O chefe do BC ressaltou que o modelo regulatório brasileiro é essencial para a disseminação da ferramenta, destacando a obrigatoriedade de adesão ao Pix para instituições com mais de 500 mil contas como acelerador do processo. A fala ocorre em meio a tensões comerciais com os EUA sobre pagamentos digitais.

Contexto internacional

Documentos divulgados pela Casa Branca apontam preocupação com a possibilidade de favorecimento regulatório ao Pix, que poderia afetar empresas como Visa e Mastercard. O governo americano abriu uma investigação para avaliar práticas desleais no setor.

Apesar do assunto externo, Galípolo evitou entrar no debate diplomático, mantendo o foco nos impactos positivos do Pix para a inclusão financeira brasileira e no papel do BC como criador, operador e regulador do sistema.

Perspectivas e desdobramentos

Autoridades brasileiras acompanham de perto a investigação norte-americana, enquanto o país segue defendendo o Pix como ativo tecnológico estratégico. O BC enfatiza que o sistema continua a ampliar o acesso a crédito e a serviços financeiros.

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