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Propriedade intelectual impulsiona nova agenda de desenvolvimento

Trinta anos após a Lei de Propriedade Industrial, Brasil revisita o marco para simplificar prazos, ampliar segurança jurídica e impulsionar a economia do conhecimento

Regras claras sobre patentes contribuíram para fortalecer centros de pesquisa - (crédito: Divulgação)
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  • Em 1996, o Brasil criou a Lei de Propriedade Industrial, marco para a economia do conhecimento e alinhamento ao Acordo TRIPS.
  • A Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual estabelece ações até 2030 para aproximar indústria e instituições de pesquisa e desenvolvimento, gerando benefício econômico e social.
  • Está em discussão uma nova forma de exame de patentes: início do exame após 18 meses de sigilo, permitindo que o depositante possa adiar esse prazo.
  • O INPI passou por modernização recente, com aumento de servidores, digitalização de serviços e redução de backlog; o tempo médio de exame caiu de 6,9 anos em 2023 para 4,3 em 2026.
  • A agenda aposta em atualizações para o mundo digital, adaptação ao Protocolo de Madri, promoção de indicações geográficas e fortalecimento institucional contínuo.

A prioridade é revisitar a Lei de Propriedade Industrial para atualizar o marco legal brasileiro, promovendo o ambiente de negócios, ampliando a segurança jurídica e estimulando a economia do conhecimento. O tema completa 30 anos desde a edição da lei em 1996, alinhada ao Acordo TRIPS.

A iniciativa busca tornar o sistema mais ágil e previsível, fortalecendo patentes, marcas, desenhos industriais e indicações geográficas. Dados de inovação apontam relevância da propriedade intelectual para a competitividade nacional.

A estratégia nacional, ENPI, envolve ações públicas e da sociedade civil até 2030. O objetivo é aproximar indústria e ICTs, levando conhecimento gerado à sociedade e impulsionando desenvolvimento econômico e social.

Mudanças propostas para acelerar decisões

O governo aponta simplificações, desburocratização e redução de prazos. Um ponto central é inverter a lógica de início de exame de patentes, que hoje depende de requerimento até 36 meses após depósito.

O exame passaria a iniciar após 18 meses de sigilo, com possibilidade de o depositante adiar o prazo. A atualização também visa remeter dispositivos legados à era digital, eliminando etapas desnecessárias.

INPI em foco

O INPI tem passado por modernização: serviços digitalizados, cooperação internacional ampliada e queda do backlog. Entre 2024 e 2025, a instituição recebeu mais de 200 novos servidores via concurso, elevando a eficiência.

O tempo médio de exame de patentes reduziu de 6,9 anos em 2023 para 4,3 em 2026. Depositos de patentes cresceram de 6.264 (1999) para 24.750 (2025); pedidos de marca, de 91 mil para mais de 504 mil.

Perspectivas e impactos

Apesar dos avanços, o cenário exige investimentos contínuos em pessoas, tecnologia e governança. A atualização da lei visa reduzir custos e prazos, preservando o equilíbrio entre direitos dos titulares e interesse público.

A agenda reforça a necessidade de acompanhar transformações como biotecnologia, transição energética e IA. A evolução institucional do INPI é vista como essencial para manter o Brasil competitivo.

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