- Circuito de quadrilhas juninas no Distrito Federal movimenta a cadeia produtiva local, com custos de até R$ 300 mil por grupo e participação de centenas de profissionais.
- A Federação de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno reúne 21 grupos, envolvendo entre 80 e 200 pessoas por espetáculo.
- Cada quadrilha pode mobilizar de 20 a 60 profissionais nos bastidores, incluindo cenógrafos, figurinistas, maquiadores e diretores de produção.
- Preparação para as apresentações começa já em novembro do ano anterior, com cerca de 28 grupos filiados à Linqdfe e média de 120 a 140 pessoas por quadrilha.
- A Secretaria de Cultura e Economia Criativa afirma que as festas juninas impulsionam a economia criativa local, mas não há orçamento previsto para edital de apoio neste ano; estima-se que cerca de 20 mil pessoas participem por semana.
A circulação de quadrilhas juninas no Distrito Federal envolve toda a cadeia produtiva, com custos que variam de R$ 80 mil a R$ 300 mil por grupo. Centenas de profissionais, como coreógrafos, figurinistas, maquiadores e cenógrafos, atuam antes mesmo dos festejos começarem. O objetivo é montar espetáculos competitivos para a temporada.
A Federação de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno (Fequajudfe) reúne 21 grupos filiados, que envolvem entre 80 e 200 participantes cada um. Segundo Robson Eiras, o circuito movimenta a economia criativa e a produção de montagem, costura, iluminação, som e transporte.
Estrutura e custos
Para o presidente, o porte do grupo determina o custo final, com valores entre 80 mil e 300 mil. Bastidores, entre 20 e 60 profissionais atuam por quadrilha, incluindo cenógrafos, costureiras, figurinistas e diretores de produção. A organização aponta o papel da cadeia produtiva na profissionalização do movimento.
Márcio Nunes, presidente da Linqdfe, revela que a preparação começa em novembro do ano anterior, para a temporada de junho a agosto. A Liga trabalha com 28 grupos, com média de 120 a 140 pessoas por quadrilha, destacando o efeito transformador da cultura popular.
Equipes e tradições
A União Junina do DF e Entorno organiza o Circuito Junino e o Festival Gonzagão de Quadrilhas Juninas. Criada em 2015, reúne 24 grupos com mais de 2 mil dançarinos. Hamilton Teixeira, conhecido como Tatu, enfatiza a preservação de elementos tradicionais, como arriúna, movimentos obrigatórios e o casamento na roça.
Entre os grupos, a quadrilha Pinga em Mim se prepara no Paranoá, com ensaios às sextas-feiras. O grupo, com 13 anos de existência, participa da primeira etapa da Liga Independente das Quadrilhas do DF e Entorno, com a primeira fase em 7 de junho. Ruth Janiele atua como dançarina, diretora e maquiadora.
Cultura e economia
Economistas destacam que as festas juninas estimulam a atividade econômica em época de menor demanda por cultura. O professor Renan Silva, do Ibmec Brasília, aponta que os gastos com figurinos, cenário e apresentações geram renda rápida e dispersa pela comunidade, com efeito multiplicador de até 4 reais por cada real investido.
A Secec-DF afirma que as festas têm impacto direto na economia criativa e no PIB local, fortalecendo turismo, hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e serviços. A secretaria estima cerca de 20 mil pessoas por semana acompanhando os festejos em cada região administrativa, sem previsão de edital de apoio este ano.
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