- Rendimentos dos Treasuries de 30 anos estão perto do maior nível desde 2007, operando a 5,14% às 7h da manhã no horário de Nova York.
- A estimativa de que os rendimentos podem ultrapassar 5,5% foi destacada por estrategistas do Barclays, último patamar visto em 2004.
- O chefe da unidade de pesquisa da BlackRock recomenda reduzir a exposição a títulos de mercados desenvolvidos, em favor de ações.
- As pressões vêm de inflação persistente, economia resiliente, aumento dos preços da energia e déficits fiscais dos EUA.
- Movimentos no Oriente Médio e negociações entre EUA e Irã mantêm o cenário incerto; o presidente Donald Trump afirmou ter cancelado ataques ao Irã para abrir espaço a negociações.
A alta nos rendimentos dos Treasuries americanos de longo prazo continua a testar a disposição de investidores globais. Na manhã desta terça-feira, o rendimento de 30 anos operava próximo de 5,14%, patamar mais alto desde 2007, enquanto o de 10 anos ficava em 4,6%. O movimento ocorre em meio a preocupações com inflação, energia e déficits fiscais.
Analistas destacam que o mercado busca precificar cenários divergentes, desde uma inflação que possa persistir até a desaceleração impulsionada pelo aumento dos preços da energia. Nesse ambiente, há pressão para o Federal Reserve e para o Tesouro dos EUA repetidamente reduzirem custos de empréstimo.
Estrategistas do Barclays alertam que, se a inclinação de longo prazo permanecer, os rendimentos podem superar 5,5% pela primeira vez desde 2004. Em contrapartida, especialistas do Goldman Sachs sinalizam que títulos de longo prazo começam a parecer atraentes em algumas métricas, porém com cautela.
Mercado e perspectivas
- O endurecimento monetário e o impulso inflacionário ligado aos custos da energia alimentam a volatilidade nos títulos de longo prazo.
- Investidores avaliam se a alta recente representa apenas um ajuste ou se há sustentação acima de patamares históricos.
- A incerteza sobre a resolução do conflito no Oriente Médio permanece como fator relevante para o fluxo global de energia e para as expectativas de taxa de juros.
Com a volatilidade em aberto, gestores destacam que a estratégia de investimentos precisa considerar o risco de perdas caso as taxas sobem ainda mais, assim como possíveis alívios ligados a movimentos de energia ou negociações diplomáticas. Economistas enfatizam a necessidade de monitorar déficits e políticas fiscais dos EUA.
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