- A Susep decretou a liquidação extrajudicial da seguradora Infinite, a primeira em dez anos, criada em Goiás em abril de 2023.
- Em novembro de 2023, a seguradora recebeu autorização para comercializar seguros de danos e de pessoas em quase todo o país, exceto São Paulo, Rio de Janeiro e Região Sul; em março deste ano, a Susep suspendeu parte das operações devido a irregularidades.
- Do total de aproximadamente mil apólices emitidas, 275 estavam dentro das regras, enquanto 740 eram fora da área autorizada ou com Limite Máximo de Garantia acima do permitido.
- A atuação cresceu entre 2024 e 2026, com ênfase em riscos financeiros (seguro garantia); prêmios totais passaram de R$ 2,07 milhões em 2024 para R$ 39,7 milhões no período analisado, com sinistros de R$ 3,7 milhões e sinistralidade de 42,99%.
- A decisão apontou grave deterioração econômico-financeira, insuficiência patrimonial e falhas na gestão de riscos; com a liquidação, as garantias deixam de valer e há recomendação de substituição de apólices, sem risco sistêmico ao mercado.
A Susep decretou a liquidação extrajudicial da Infinite Seguradora, a primeira a ser liquidada pelo órgão em dez anos. A empresa foi criada em Goiás em abril de 2023 e, anteriormente, vinha operando com autorização para comercializar seguros de danos e de pessoas em grande parte do país, exceto São Paulo, Rio de Janeiro e região Sul.
A decisão, tomada pelo conselho diretor da Susep, ocorreu após avaliações de supervisão que apontaram irregularidades. A seguradora teria aceitado riscos fora das áreas permitidas e em montantes acima do permitido, sem cobertura de resseguro adequada.
Situação financeira e operações
Segundo a Susep, a Infinite possuía cerca de 1 mil apólices emitidas, das quais 275 estavam dentro das regras. Havia 740 apólices fora da área autorizada ou com Limite Máximo de Garantia acima do permitido, necessitando regularização.
Dados mostram crescimento rápido entre 2024 e 2026, com ênfase em riscos financeiros, incluindo seguro garantia. Prêmios de seguro de vida em grupo passaram de R$ 2,07 milhões em 2024 para R$ 25,74 milhões em 2025 e R$ 11,87 milhões em 2026, totalizando R$ 39,7 milhões.
Impactos e próximos passos
Os sinistros somaram R$ 3,7 milhões, com sinistralidade consolidada de 42,99%. Ramo de fiança locatícia reduziu participação de 8,76% (2024) para 1,07% (2026). A Susep informou deterioração grave da situação econômico-financeira e falhas na gestão de riscos.
Com a liquidação, as garantias emitidas deixam de ser válidas a partir de hoje. A Susep recomenda a substituição urgente de apólices, especialmente em seguro garantia judicial e contratos administrativos, para evitar impactos em licitações e processos.
A autarquia afirmou que o mercado segurador brasileiro permanece estável e não sinaliza risco sistêmico. Créditos de sinistros ocorridos até 18 de maio poderão ser pagos conforme a legislação e ativos disponíveis da massa liquidanda.
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