- O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,09% para 14,14% por volta das 13h50, em dia de ajustes de cenário externo.
- Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 está em 7,88%.
- O mercado segue sob pressão por conta do choque no preço do petróleo e de uma inflação ligada ao Estreito de Ormuz, com avaliação de riscos nos títulos de longa duração.
- O ambiente externo desafiador se mistura a um cenário político interno sensível, aumentando a volatilidade da curva de juros.
- A+ ações políticas influenciam câmbio e juros futuros à medida que o pleito se aproxima.
O Tesouro Direto voltou a registrar queda na rentabilidade de prefixados na sessão desta terça-feira (19). Os títulos passaram a pagar juros acima de 14% ao ano pelo segundo dia consecutivo, em meio a um ambiente externo de incerteza e a um cenário político doméstico sensível.
Investidores ajustam retornos pelo risco diante de fatores globais, como o choque de petróleo, e a percepção de que a inflação causada por tensões no Estreito de Hormuz pode ser mais persistente. A combinação de fatores externos e internos elevou a aversão ao risco nos títulos de prazo mais longo.
Entre os papéis com maior destaque, o Tesouro Prefixado 2032 operava em 14,14% ao ano por volta de 13h50, após iniciar o dia em 14,09%. Já o Tesouro IPCA+ 2032 oferecia 7,88% acima da inflação.
No plano internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode haver necessidade de ataque ao Irã, embora tenha adiado a ação. A declaração repercute nos mercados como sinal de maior volatilidade geopolítica.
No cenário político nacional, pesquisas indicam variações na dianteira em cenários de segundo turno para as eleições de outubro. A recente divulgação aponta Lula ampliando vantagem sobre Flávio Bolsonaro, com impacto potencial na percepção de cenários econômicos e consumo de ativos locais.
A combinação de ruído político e incertezas externas tende a manter sensibilidade do câmbio e da curva de juros futuros à medida que o pleito se aproxima. Analistas ressaltam que o interesse por títulos com rentabilidade acima de 14% reflete demanda por proteção em meio a volatilidade.
Títulos de referência e faixas de rentabilidade (resumo)
- Tesouro Selic 2031: rendimento em torno de SELIC +0,0815% ao ano.
- Tesouro Prefixado 2029: rendimento aproximado de 14,04%.
- Tesouro Prefixado 2032: rendimento próximo de 14,14%.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: em torno de 14,28%.
- Tesouro IPCA+ 2032: around IPCA +7,80% ao ano.
- Tesouro IPCA+ 2040 e demais série IPCA+ seguem com juros acima de 7% ao ano acima da inflação, em diferentes vencimentos.
Mercados seguem monitorando o front externo com o petróleo e a inflação, bem como as movimentações políticas internas, que podem influenciar o humor dos investidores e a direção da curva de juros no curto e no médio prazo.
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