- Ações globais sobem nesta quarta, com o mercado dando trégua aos títulos; S&P 500 futuro +0,3% e Nasdaq 100 futuro +0,6%.
- Rendimentos de títulos dos EUA e da Europa recuam após atingirem máximas; Brent caiu 2,1%, abaixo de US$ 109 o barril.
- Nvidia divulga resultados após o fechamento, com expectativa de cerca de 80% de crescimento nas vendas e foco em produção e competição.
- Investidores aguardam atualização da Nvidia para sustentar o rali dos semicondutores; opções estimam volatilidade de cerca de 5,5%.
- Mesmo sem fôlego recente, analistas veem potencial de impulso no setor caso Nvidia surpreenda positivo.
As ações globais operam em alta após a pausa na pressão sobre os mercados de dívida e com expectativa pelos resultados da Nvidia, principal empresa do setor de IA. Futuros dos índices norte-americanos avançam, refletindo menor aversão a risco, e o Brent recua.
O S&P 500 caiu três sessões consecutivas, mas hoje aponta ganho de 0,3% nos contratos futuros. O Nasdaq 100 sobe cerca de 0,6%. Rendimentos de títulos nos EUA e na Europa recuam após atingirem patamares altos, com investidores ajustando apostas de juros.
O foco central permanece na Nvidia, que divulgará resultados após o fechamento. Espera-se avanço de cerca de 80% nas vendas, mas o mercado observa com atenção a capacidade de elevar produção e a concorrência no setor.
##### Nvidia e o tema da IA
Operadores precificam volatilidade de aproximadamente 5,5% para os papéis da empresa, pós-resultados. O momento acompanha o rali do setor de chips, que perdeu fôlego, mas pode ganhar impulso com números acima do esperado.
Joachim Klement, da Panmure Liberum, afirma que a Nvidia ainda sustenta a trajetória de superação de previsões, o que pode reacender o giro de ações de semicondutores.
Ainda nesta manhã, a Bloomberg destaca que o rali dos chips está em compasso de espera até a divulgação da Nvidia, que pode influenciar a direção de índices globais.
- Impacto da IA no emprego: o HSBC informou que a IA pode eliminar até 20 mil cargos no médio prazo, segundo o CEO Georges Elhedery, em evento em Hong Kong.
- Samsung e a possibilidade de greve: negociações salariais com o principal sindicato não avançaram, com greve prevista para quinta-feira na Coreia do Sul, potencialmente afetando a cadeia global de chips.
- Meta: a empresa iniciou nova rodada de demissões globais, cortando cerca de 8 mil postos para financiar investimentos em IA, com incentivo ao trabalho remoto.
Com informações da Bloomberg News, a reportagem segue acompanhando movimentos de mercado e resultados corporativos.
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