- Emmanuel Moulin, 57 anos, foi aprovado pelo parlamento para presidir o Banco da França, com 52,7% dos votos a favor.
- O ex-chefe de gabinete de Emmanuel Macron prometeu governar a instituição com independência e sem influências externas.
- Moulin tem passado ligado à França como formulador de políticas, tendo atuado junto a Nicolas Sarkozy e Christine Lagarde, e chefiou o Tesouro em 2020.
- Como presidente do Banco da França, ele participará do conselho do Banco Central Europeu (BCE) e ficará responsável pela regulamentação dos bancos franceses.
- Os opositores questionaram sua independência, citando vínculos com o governo, enquanto Moulin destacou que não tomará decisões até basear-se em dados econômicos, especialmente inflação e energética, para a reunião de junho.
Emmanuel Moulin, de 57 anos, foi aprovado pelo parlamento nesta quarta-feira para a presidência do Banco da França. Ele se comprometeu a conduzir a autoridade monetária com independência e sem influências externas. A aprovação ocorreu após a conclusão de uma audiência de confirmação.
Moulin é ex-chefe de gabinete do presidente Emmanuel Macron e ex-banqueiro, com passagem pelo Ministério da Finanças. Ele é visto como veterano da gestão de crises, tendo atuado durante a crise da dívida europeia e o enfrentamento de choques econômicos.
A nomeação ocorre em um momento de atenção política, já que opositores veem a escolha como demonstração de influência de Macron após a próxima eleição presidencial, em abril, que pode contar com chance de vitória da extrema direita.
Como presidente do Banco da França, Moulin integrará o conselho do BCE para definição de políticas da zona do euro e supervisionará a regulamentação do sistema financeiro francês.
A aprovação final foi de 52,7% dos votos entre os membros dos comitês financeiros das duas casas. Parlamentares de oposição sinalizaram reservas sobre a independência dele.
Moulin assumirá o cargo no Banco da França, uma instituição com 226 anos de história, que tem papel central na política monetária e na supervisão bancária francesa.
Durante a sabatina, Moulin argumentou que atuará de modo independente, servindo ao Estado e ao interesse público, sem alinhamento com o governo ou interesses privados.
Ele ressaltou que, no momento, não poderia prever a posição na próxima reunião de política monetária do BCE, em junho, pois a decisão dependerá dos dados econômicos disponíveis.
O responsável pela nomeação enfatizou a atenção a sinais de desancoragem das expectativas de inflação, destacando o foco no núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos.
Moulin disse ainda que, se o choque energético for persistente e de grande escala, poderá haver necessidade de resposta política moderada, dependendo da persistência do efeito sobre a inflação.
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