- Ataques de drones ucranianos reduziram ou interromperam a produção em refinarias do centro da Rússia, impactando cerca de 25% da capacidade de refino do país.
- A capacidade das refinarias que pararam total ou parcialmente supera 83 milhões de toneladas métricas por ano, ou cerca de 238 mil toneladas por dia.
- A participação conjunta dessas refinarias na produção de combustível é superior a 30% para a gasolina e cerca de 25% para o diesel.
- Entre as refinarias atingidas estão Kirishi (capacidade de 20 milhões de toneladas por ano, paralisada desde 5 de maio), Moscou, Níjni Novgorod, Ryazan e Yaroslavl.
- A Ucrânia intensificou ataques com drones na infraestrutura energética russa desde o início do ano; não está claro se a Norsi continua operando parcialmente após o ataque de 20 de maio.
Praticamente todas as principais refinarias do centro da Rússia foram obrigadas a interromper ou reduzir a produção de combustíveis após ataques recentes de drones ucranianos, conforme dados oficiais e fontes. A notícia aponta que parte relevante da infraestrutura foi afetada, elevando a pressão sobre o orçamento federal.
Os ataques atingiram oleodutos e instalações de armazenamento, gerando queda no volume de petróleo processado no país, hoje a terceira maior nafta mundial. A Rússia mantém uma exportação restrita de gasolina de abril até julho, ampliando o impacto sobre receitas públicas.
Segundo as informações, a capacidade combinada das refinarias interrompidas supera 83 milhões de toneladas por ano, ou cerca de 238 mil toneladas diárias. O conjunto representa aproximadamente um quarto da capacidade total de refino da Rússia, conforme fontes que pediram para não serem identificadas.
A participação dessas refinarias na produção de combustível excede 30% para a gasolina e cerca de 25% para o diesel. O Ministério da Energia da Rússia não respondeu a pedidos de comentário sobre o assunto.
Refinarias atingidas
Entre os alvos estão Kirishi, no noroeste, a refinaria de Moscou e as plantas em Níjni Novgorod, às margens do Volga, Ryazan e Yaroslavl. Kirishi, uma das maiores, com 20 milhões de t/ano, está totalmente paralisada desde 5 de maio.
A refinaria Norsi, de Níjni Novgorod, com capacidade de 17 milhões de t/ano, foi atacada em 20 de maio. Ainda não está claro se houve continuidade parcial das operações na planta. As decisões afetam a oferta de combustível na região.
As interrupções ocorrem em um contexto de tensões entre Moscou e Kyiv, com aumento do uso de drones contra infraestrutura energética russa desde o início do ano. Autoridades russas ressaltam que os ataques prejudicam a produção e a arrecadação de impostos sobre petróleo e gás.
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