- Ibovespa subiu 1,51%, para 176.902 pontos, impulsionado pela alta de bancos após perdas recentes, em meio a sinais de deterioração na qualidade de crédito.
- As altas ficaram com Bradesco PN em 2,76%, Itaú Unibanco PN em 2,70%, Banco do Brasil ON em 1,68% e BTG Pactual Units em 3,15%.
- O desempenho ocorreu com alívio em juros futuros e preços do petróleo no exterior, além da recuperação das bolsas americanas, mesmo com impasse entre Irã e EUA.
- No acumulado de trinta dias, ações de bancos mostraram fraqueza: Bradesco PN (-15,05%), Banco do Brasil ON (-15,03%), Itaú PN (-13,86%), BTG Pactual Units (-14,22%), Bradesco ON (-13,44%) e Santander Units (-12,13%).
- Analistas apontam que a deterioração da qualidade das carteiras preocupa o mercado; há, porém, divergências sobre o impacto, com explicações de mudanças contábeis de 2025 ajudando a explicar parte da alta da inadimplência de longo prazo.
As ações de bancos impulsionaram o Ibovespa nesta quarta-feira, 20, após quedas recentes. O movimento veio com alívio nos juros futuros, recuo dos gastos com petróleo no exterior e recuperação das bolsas nos EUA, mesmo com dúvidas sobre o crédito.
Bradesco PN e Itaú Unibanco PN lideraram as altas, subindo 2,76% e 2,70%, respectivamente. Banco do Brasil ON avançou 1,68%, e BTG Pactual Units subiu 3,15%. O Ibovespa, por volta das 11h50, operava em alta de 1,51%, aos 176.902 pontos.
Apesar da recuperação, investidores acompanham sinais de deterioração das condições de crédito, refletidos nos balanços do 1º trimestre. A percepção é de aperto gradual das carteiras de crédito, especialmente na pessoa jurídica, e riscos maiores para o consumidor.
Especialistas divergem sobre o cenário. Ricardo Gallo, da Ethica Services, aponta piora de inadimplência e atraso, sugerindo aperto estrutural. Já Pedro Gonzaga, Mantaro Capital, vê parte da alta da inadimplência explicada por mudança contábil de 2025.
Entre os números de maio, Bradesco PN caiu 15,05% no mês e Banco do Brasil ON recuou 15,03%. Itaú PN caiu 13,86%, BTG Pactual Units -14,22%, Bradesco ON -13,44% e Santander Units -12,13%, pressionando o setor no acumulado.
No cenário externo, o alívio dos juros futuros e do petróleo favoreceu o pregão brasileiro. A recuperação das bolsas americanas também contribuiu para o humor, apesar do impasse entre Irã e EUA. O mercado segue atento a sinais de crédito e a resultados setoriais.
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