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Brasil e EUA avançam nas negociações comerciais após encontro Lula-Trump

Brasil e Estados Unidos avançam em negociações comerciais após encontro entre Lula e Trump; grupo de trabalho discute tarifas e entraves, com investigações em curso

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa (Marcelo Camargo/ABr/VEJA)
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  • Brasil e Estados Unidos avançaram nas negociações comerciais, com o grupo de trabalho iniciando discussões sobre tarifas e entraves ao comércio bilateral.
  • As tratativas, que acontecem após o encontro entre Lula e Trump em Washington, em 7 de maio, seguem com reunião virtual entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
  • Greer elogiou o engajamento do Brasil e afirmou que as conversas vão continuar, com novas reuniões previstas nos próximos meses.
  • As negociações haviam sido adiadas devido à viagem de Trump à China e ocorrem em meio a investigações americanas envolvendo o Brasil, incluindo questões sob a Seção 301.
  • Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dari0 Durigan, participou de reuniões em Paris e destacou avanços na cooperação entre a Receita Federal e a alfândega dos Estados Unidos, além de discutir impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz.

O governo brasileiro e os Estados Unidos deram sequência nesta terça-feira, 19, às tratativas comerciais iniciadas após o encontro entre Lula e Trump em Washington. O grupo de trabalho criado para discutir tarifas e entraves do comércio bilateral realizou nova rodada de discussões.

O ministro Márcio Elias Rosa participou de uma reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA. Greer informou pelas redes sociais que recebeu com positividade a postura do Brasil e destacou o engajamento brasileiro para avançar nas questões comerciais.

A retomada das negociações vinha sendo adiada pela viagem de Trump à China, mas volta a ocorrer em meio a investigações comerciais norte-americanas envolvendo o Brasil. O diálogo já reserva novas reuniões para tratar de pontos estratégicos.

Progresso nas negociações

Jeffrey Goettman, sub-representante de Comércio dos EUA, reforçou, durante a Conferência das Américas, que o diálogo permanece aberto, sem adiantar um acordo específico sobre a investigação da Seção 301. O relatório sobre o tema deve ficar pronto em julho.

O processo 301 envolve questionamentos sobre o Pix, comércio da Rua 25 de Março, em São Paulo, e o mercado de etanol. O Brasil também está incluído em outra investigação internacional sobre suposto uso de trabalho forçado, ao lado de 59 países.

Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou de encontros em Paris com Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, no âmbito do G7. Durigan mencionou conversas sobre efeitos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e avanços do comércio bilateral.

Durigan destacou, ainda, o acordo para avançar na formalização de um mecanismo de cooperação entre a Receita e a alfândega americana (CBP). O objetivo é enfrentar o crime organizado e o tráfico de armas e drogas por vias comerciais.

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