- O U.S. Department of Commerce divulgou que houve a primeira reunião comercial entre Brasil e Estados Unidos após o encontro entre Lula e Trump, em 7 de maio, ocorrido na Casa Branca.
- Jamieson Greer, Representante de Comércio dos EUA, informou que a reunião foi realizada virtualmente com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, para dar seguimento à reunião de maio.
- Trump afirmou que a conversa tratou de vários temas, incluindo comércio e tarifas, e que novas reuniões devem acontecer para discutir pontos-chave.
- O ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, disse ter participado de reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Paris, alinhando a agenda econômica e o comércio bilateral.
- O governo brasileiro busca acalmar tensões comerciais com os EUA; anteriormente os EUA aplicaram tarifas de 50% sobre importações do Brasil, suspensas em boa parte, e houve investigações sobre pirataria na Rua 25 de Março e sobre o Pix.
O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, informou na noite desta terça-feira (19) que a gestão de Donald Trump realizou a primeira reunião comercial com o governo brasileiro desde o encontro entre Lula e Trump, no dia 7. A reunião ocorreu de forma virtual entre Greer e Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil.
Greer destacou o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e sinalizou a continuidade das discussões. A negociação acontece após o encontro entre os dois presidentes na Casa Branca, que ocorreu no início de maio, segundo o relato do empresário.
Antes disso, Trump afirmou que manteve conversa com Lula sobre diversos temas, incluindo comércio e tarifas, e que representantes dos dois países devem realizar reuniões para tratar de pontos-chave. As declarações foram feitas na sequência do encontro de maio.
Desdobramentos nas negociações
Nesta terça, o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, disse ter se reunido em Paris com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, à margem das reuniões do G7. Durigan apontou avanços na agenda econômica comum e no comércio bilateral.
Os esforços visam acalmar tensões comerciais entre Brasil e EUA, que se intensificaram após uma investigação norte-americana sobre práticas brasileiras no ano passado. O governo americano avaliou impactos de ações como propostas de tarifas e medidas que poderiam afetar empresas brasileiras.
No ano anterior, as tarifas aplicadas pelos EUA ao Brasil chegaram a 50% para diversas importações, com suspensão em boa parte devido à inflação de alimentos nos EUA e a decisões judiciais que contestaram o pacote tarifário de 2025.
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