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Burocracia e falta de mão de obra desafiam o setor da construção, diz CBIC

CBIC aponta burocracia e escassez de mão de obra como entraves à construção; licenças podem levar até dezoito meses, defendendo desburocratização e preservação do FGTS

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  • A presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato Correia, afirmou que burocracia e falta de mão de obra são os principais desafios do setor no Brasil.
  • Segundo ele, a obtenção de licenças depende de várias alçadas e varia conforme o estado, com média de dezoito meses gasto em burocracia.
  • O entrave ocorre principalmente do canteiro para fora, em etapas externas às obras, como autorizações e processos administrativos.
  • Correia destacou a escassez de mão de obra e a necessidade de atrair jovens para a construção, melhorando a qualidade do emprego.
  • Entre as medidas defendidas estão a industrialização da construção, preservação do FGTS como fonte de financiamento habitacional e simplificação de processos; a infraestrutura deve receber mais de R$ 300 bilhões neste ano, com cerca de oitenta por cento vindo da iniciativa privada.

O presidente da CBIC, Renato Correia, destacou nesta terça-feira que a burocracia e a falta de mão de obra são desafios centrais para a construção civil no Brasil. A fala ocorreu durante evento promovido pela entidade.

Correia explicou que a obtenção de licenças depende de múltiplas instâncias administrativas e varia conforme o estado, o que aumenta o tempo de tramitação. Segundo ele, a média de tempo gasto com burocracia pode chegar a 18 meses.

O dirigente afirmou que o problema ocorre principalmente do canteiro para fora, envolvendo autorizações, licenças e processos administrativos, e não apenas a execução direta das obras. Também mencionou a escassez de trabalhadores qualificados no setor.

Medidas defendidas pela CBIC

Entre as soluções, Correia apontou a necessidade de industrialização da construção, preservação do FGTS como fonte de financiamento habitacional e simplificação de processos para reduzir o déficit habitacional. Ele também pediu maior clareza regulatória para facilitar investimentos.

Correia ainda indicou que a infraestrutura brasileira deve receber mais de 300 bilhões de reais em investimentos neste ano, incluindo concessões e parcerias. Na visão dele, a maior parte desse montante deve vir da iniciativa privada.

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