- Correios vão lançar nova edição do PDV após adesão fraca na primeira rodada, com pouco mais de três mil trabalhadores aderindo, abaixo da meta de dez mil.
- Novo programa deve mirar principalmente funcionários de agências e centros logísticos que serão desativados na reestruturação.
- A meta total é chegar a cerca de quinze mil desligamentos até o fim do processo, para gerar economia de aproximadamente 1,4 bilhão de reais.
- A reestruturação também prevê fechamento de mil agências e centros de tratamento e distribuição, além de redução de gastos operacionais.
- Detalhes da nova etapa estão em discussão com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério da Gestão.
Os Correios vão lançar uma nova edição do Programa de Desligamento Voluntário PDV, após a adesão fraca da primeira fase. A estatal quer ampliar cortes de despesas em meio à crise financeira que enfrenta.
Na primeira rodada, encerrada neste ano, pouco mais de 3 mil empregados aderiram ao PDV, bem abaixo da meta de 10 mil desligamentos. A diretoria pretendia reduzir cerca de 12% do quadro até 2026.
O objetivo é chegar a cerca de 15 mil saídas voluntárias ao longo do processo de reestruturação. A economia pretendida com o PDV pode chegar a aproximadamente 1,4 bilhão de reais se a meta total for atingida até 2027.
A reestruturação envolve o fechamento de unidades, cortes operacionais e mudanças na política de cargos e salários. Cerca de mil agências e centros de tratamento e distribuição devem ser fechados.
A iniciativa de reestruturação foi anunciada no fim de 2025, ligada a um empréstimo de 12 bilhões de reais com garantia da União. O recurso busca evitar agravamento do caixa, já que em 2025 houve prejuízo de 8,5 bilhões de reais.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que os resultados da primeira edição ficaram dentro do cenário viável. Ele destacou que houve economia de cerca de 40% já projetada e payback em poucos meses.
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