- Ataques físicos contra detentores de cripto cresceram 75% em 2025, com 72 incidentes confirmados e perdas de US$ 41 milhões, segundo a CertiK.
- Conferências do setor passaram a reforçar a segurança: na Bitcoin 2026, em Las Vegas, palestrantes foram acompanhados por seguranças; na Paris Blockchain Week houve escolta policial adicional.
- A demanda por proteção pessoal disparou entre empresas do setor; a Coinbase gastou cerca de US$ 7,6 milhões em 2025 com segurança do CEO, e a demanda geral vem aumentando.
- Medidas adotadas incluem uso de cofres físicos, bloqueios de retirada de sete dias, carteiras com proteções contra coerção e equipes de proteção externa.
- Pesquisas indicam que criminosos identificam alvos com facilidade usando dados de blockchain e vazamentos, tornando a violência física um vetor de ameaça relevante no ecossistema cripto.
O setor de cripto enfrenta novos riscos após um ano marcado por sequestros, extorsões e invasões a residências de detentores de ativos digitais. Casos recentes reforçam a necessidade de reforçar defensas, com medidas de segurança que vão além da proteção tradicional.
Conferências do setor passaram a enfatizar a proteção de criptoativos. Empresas de segurança privadas registraram aumento na demanda, e exchanges passaram a investir na proteção de seus executivos. Na BTC 2026, em Las Vegas, palestrantes eram cercados por seguranças e participaram de workshops sobre defesa contra invasões domiciliares.
Na mesma linha, a Paris Blockchain Week elevou a segurança de eventos, com escolta policial para jantares VIP. A mudança evidencia uma mudança de postura do mercado, com foco em prevenção e proteção física de ativos digitais.
Ataques físicos contra detentores de cripto aumentaram significativamente. Em 2025, houve 72 incidentes confirmados e perdas de US$ 41 milhões, conforme a CertiK. O total é potencialmente subestimado, pois muitos casos são resolvidos de forma privada, sem divulgação.
Segundo dados, o impacto financeiro envolve tanto indivíduos quanto grandes players. A Exchange Coinbase reporta gasto de US$ 7,6 milhões em segurança do CEO em 2025, alta de mais de 20% em relação a 2024. Empresas de análise destacam a tendência de proteção reforçada.
Especialistas apontam que dados de exchanges e ferramentas de análise de blockchain ajudam criminosos a mapear alvos. Um executivo de um grande protocolo deslocou ativos para cofres físicos em múltiplas instituições, com bloqueios de sete dias para retiradas.
Na França, incidentes em 2024 e 2025 aumentaram a preocupação com sequestradores de familiares de empreendedores cripto. Autoridades de Paris e Nova York intensificam ações, enquanto empresas de segurança em Dubai reforçam vigilância ante a evolução do risco.
- Ponto de inflexão: a violência física passou a ser vetor central de ameaça no ecossistema cripto, segundo a CertiK. A percepção de alto retorno com baixo risco impulsiona a atuação de criminosos, segundo especialistas.
Casos recentes mostram que criminosos identificam alvos com antecedência, usando dados públicos de blockchain e vazamentos para direcionar ataques. Em resposta, grandes players adotam proteção executiva para pessoas-chave, com viagens seguras, escritórios reforçados e controles mais rígidos.
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