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Crise do petróleo eleva vendas de carros elétricos na América Latina

Alta do petróleo acelera adoção de veículos elétricos; América Latina registra alta de 75% nas vendas, com Brasil e México liderando

Veículo elétrico é carregado em estação pública em Brasília — Foto: Fábio Lemos/Getty Images
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  • A demanda por veículos elétricos ganhou força na América Latina, com alta de 75% nas vendas nos três primeiros meses do ano, puxada por Brasil e México.
  • Na região, houve aumento de 80% em países asiáticos fora da China e avanço próximo de 30% na Europa, em comparação com o mesmo período de 2025.
  • A taxa global de vendas de veículos elétricos deve chegar a 23 milhões em 2026, representando cerca de 28% do total de emplacamentos de veículos leves.
  • A disparada nos preços do petróleo, provocada pela crise no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, acelerou a adoção de EVs como alternativa de mobilidade.
  • A China manteve posição dominante no setor, respondendo por cerca de 60% dos carros elétricos vendidos em 2025, com preços de alguns modelos já abaixo dos movidos a combustíveis fósseis.

A crise do petróleo, em meio a conflitos no Oriente Médio, acelera a adoção de carros elétricos. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), quase 30% das vendas globais de veículos devem ser elétricas em 2026, com impulso vindo de preços de combustíveis.

A análise, publicada pelo Climate Change News com base em dados da IEA, aponta que o bloqueio do Estreito de Ormuz e interrupções na oferta de petróleo elevaram os custos da gasolina, incentivando consumidores a buscar alternativas de mobilidade mais baratas.

Nos primeiros três meses de 2026, a América Latina registrou alta expressiva na demanda por EVs: 75% de crescimento versus o mesmo período de 2025, com Brasil e México puxando o ritmo. Na região, a expansão segue após a maior atualidade do setor.

Na Ásia, países fora da China tiveram aumento de 80% nas vendas de veículos elétricos no mesmo intervalo, reforçando a tendência de eletrificação regional frente aos preços de combustível. A Europa também mostrou avanço, próximo de 30%.

Globalmente, a expectativa é vender 23 milhões de carros elétricos em 2026, correspondentes a 28% do total de veículos leves comercializados no ano. A projeção reforça a transição energética como resposta à volatilidade do petróleo.

Pelas estimativas da IEA, a crise energética evidenciou a vantagem competitiva dos EVs: menor dependência do petróleo e custos operacionais potencialmente menores. A organização aponta impactos que dependem de incentivos governamentais e de prazos de entrega.

O estudo destaca que o transporte rodoviário representa quase metade do consumo mundial de petróleo, e que a frota global de elétricos evitou, em 2025, cerca de 1,7 milhão de barris diários de petróleo. Esse efeito deve se consolidar com o tempo.

Na América Latina e no Sudeste Asiático, governos ajustam políticas para facilitar a transição. Incentivos fiscais e facilidades de compra aparecem como fatores-chave para ampliar a participação dos EVs no mercado.

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