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Cuidar de cães e gatos como filhos já consome 8% do orçamento brasileiro

Renda familiar destina 8% aos pets, elevando gastos mensais e fortalecendo um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira

Cachorro e gato ao lado de tutora
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  • Brasileiro(a)s destinam, em média, 8% da renda familiar mensal aos pets, segundo a CVA Solutions.
  • Manter um cachorro custa, em média, cerca de R$ 690 por mês; gastos com gatos ficam em torno de R$ 574 mensais.
  • O estudo mostra que o vínculo com cães e gatos passou a ocupar espaço relevante na rotina e no orçamento familiar.
  • O mercado pet se tornou uma das economias mais fortes do Brasil, impulsionado pela mudança de comportamento pós-pandemia.
  • Dados da União Internacional Protetora dos Animais indicam aumento expressivo na adoção: 400% no primeiro trimestre de 2020; Radar Pet 2021 aponta que cerca de 30% dos pets foram adotados durante a pandemia.

O custo de tratar cães e gatos como parte da família já representa 8% da renda mensal das famílias brasileiras. A conclusão vem de uma pesquisa da CVA Solutions, que aponta gastos médios por espécie: cerca de R$ 690 mensais para cachorros e R$ 574 para gatos. A renda destinada aos pets vem crescendo, mesmo diante de outras prioridades orçamentárias.

O estudo mostra que, embora haja benefício emocional, o peso financeiro é real para muitos domicílios. Esses valores consideram itens como alimentação, consultas, vacinação e itens de higiene. Em alguns casos, os custos variam conforme a raça, idade e necessidades de prevenção.

O mercado pet é apontado como uma das áreas de maior crescimento no Brasil. A pandemia intensificou o vínculo entre famílias e animais de estimação. Dados da UIPA indicam alta de 400% na procura por adoção no primeiro trimestre de 2020. A Radar Pet 2021 ainda mostra que 30% dos pets foram adotados no período.

Essa tendência ajudou a impulsionar o setor, que passou a integrar de forma central a rotina doméstica. Acompanhando esse movimento, varejistas, clínicas veterinárias e serviços de bem-estar animal expandiram oferta e frequências de consumo. Não é apenas uma mudança de hábitos, mas uma transformação econômica.

Em contexto, especialistas lembram que o aumento de despesas também envolve custos emergenciais com saúde, higiene e alimentação de qualidade. As famílias avaliam estratégias para equilibrar orçamento, priorizando bem-estar animal sem comprometer outras áreas essenciais.

Os números da pesquisa destacam ainda variações regionais e socioeconômicas que influenciam o peso financeiro. Além disso, o perfil dos tutores vem se atualizando, com maior adoção de planos de saúde para pets e de serviços de estética e bem-estar.

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