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CVM: Senado aprova indicações de Otto Lobo e Igor Muniz

Senado aprova, após sabatina na CAE, as indicações de Otto Lobo e Igor Muniz para a CVM; plenário ainda deve confirmar as nomeações

Otto Lobo recebeu a indicação de Lula em um contexto aumento de preocupações em relação à postura de profissionais de alto escalão em órgãos importantes para o setor financeiro, após o caso Master
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  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a indicação de Otto Lobo para a presidência da CVM, com 19 votos a favor e 4 contra; o nome ainda precisa do plenário.
  • Também foi aprovado, na CAE, o nome de Igor Muniz para uma diretoria da CVM, com 19 votos, e ele também seguirá para o plenário.
  • Durante a sabatina, Lobo afirmou que não se pode atuar sob pressão de jornais e que o presidente da CVM não pode se submeter a pressões externas; disse que não houve benefícios ao Master em sua atuação.
  • Questionado sobre possível apoio do empresário Joesley Batista, ele disse não ter informações sobre isso e destacou que pode julgar casos envolvendo a JBS de forma colegiada.
  • A indicação de Lobo foi anunciada por Lula em janeiro; o senador Davi Alcolumbre ficou contrariado com o governo ao apontar padrinho, e Rui Costa era apontado como quem conduziu o patrocínio.

O Senado aprovou na CAE as indicações para a CVM feitas pelo presidente Lula. Otto Lobo recebeu 19 votos a favor e 4 contra; Igor Muniz teve a mesma votação, ambos seguem para o plenário. A sabatina confirmou a aprovação, mas ainda depende de votação no plenário.

Os indicados integram o órgão regulador do mercado de capitais. Lobo foi questionado sobre o caso Ambipar e afirmou que não se pode atuar sob pressão da imprensa. Também negou que haja benefícios a empresas associadas ao Master.

Muniz foi sabatinado em conjunto com Lobo e também teve 19 votos. Os dois nomes ainda precisam ser analisados pelo plenário do Senado, que decidirá sobre a nomeação final para a diretoria da CVM.

Bastidores

Lobo teve a indicação formalizada em janeiro pelo presidente, mas houve resistência interna no Senado, com críticas ao tempo de tramitação. A ala governista nega conduta de padrinho do indicado e afirma que o processo segue os ritos legais.

Segundo as informações apuradas, Rui Costa poderia estar entre os apoiadores iniciais da indicação, enquanto Aínco de Alcolumbre motivou atrito interno. A matéria permanece sob análise no Senado e não há confirmação de data para a votação final.

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