- A ata da reunião de 28 e 29 de abril do Federal Reserve deve detalhar divisões entre autoridades sobre a direção da taxa de juros, com Warsh assumindo a cadeira em breve.
- O documento destaca dois blocos no Fed: um mais cauteloso com a inflação e resistência a cortes, e outro mais propenso a reduzir custos de empréstimos.
- A taxa estabelecida permanece em 3,50% a 3,75%, com quatro dissidências, o maior número desde 1992.
- A inflação tem ficado acima da meta de 2%, sustentada por pressões de preços ampliadas pela guerra no Irã e pela alta do petróleo.
- O mercado aponta para possíveis altas de juros no futuro, diante de sinais de resiliência do mercado de trabalho e de mudanças nas expectativas dos economistas.
A ata da reunião do Federal Reserve, realizada em 28 e 29 de abril, deverá revelar o grau de divergência entre autoridades sobre a trajetória da taxa de juros e a inflação. A divulgação ocorre nesta quarta-feira, 20, e antecede a posse de Kevin Warsh na presidência do Fed.
Powell encerra seu mandato na condição de chair, com Warsh assumindo a direção da instituição em cerimônia na Casa Branca, na sexta-feira. O retrato que emerge da ata aponta para dois blocos: um preocupado com a inflação pressonada pela guerra no Irã e não favorável a cortes, e outro mais acessível a reduções.
A guerra no Irã elevou os preços do petróleo e ampliou as pressões inflacionárias, segundo dados recentes. O Fed manteve a taxa em 3,50% a 3,75% no mês passado, apesar de dissidências. Quatro autoridades discordaram, o maior número desde 1992.
Entre as dissidências, um diretor nomeado por Trump defendeu cortes. Outros três discordaram da linguagem do comunicado que sinalizava possibilidade de redução futura, ressaltando ainda a inflação acima da meta de 2%.
A ata também deve detalhar o debate interno sobre o tamanho da sinalização futura de política monetária e se decisões futuras poderão exigir ajustes mais neutros ou mais agressivos, conforme o cenário de inflação se mantém elevado.
Mercados já precificam medidas de aperto adicionais por parte do Fed e de outros bancos centrais, com o rendimento de dois anos do Treasuries reagindo a expectativas de política monetária mais rígida diante da inflação impulsionada pela guerra.
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