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Empregadores dos EUA gastam 1,5 bilhão por ano para combater sindicatos, aponta relatório

Empregadores nos EUA gastam mais de US$ 1,5 bilhão por ano para oposição a sindicatos, via consultores e escritórios de advocacia

Workers picket outside a Starbucks on 20 November 2025 in New York.
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  • Empregadores nos Estados Unidos gastam mais de US$ 1,5 bilhão por ano em oposição a sindicatos, segundo relatório do Economic Policy Institute (EPI) divulgado na quarta-feira.
  • O custo inclui despesas com consultores e escritórios de advocacia especializados em evitar sindicatos, bem como serviços jurídicos, representação e litígios durante eleições sindicais e campanhas de organização.
  • O EPI estima US$ 442 milhões por ano gastos com consultores de oposição a sindicatos; a Amazon sozinha destinou US$ 26,6 milhões em 2025 a consultores de oposição a sindicatos, conforme documentos da Labor Department.
  • A Amazon afirmou que grupos externos contratam consultores de oposição e que é importante que funcionários e parceiros entendam a verdade sobre ações de terceiros. Margareth Poydock, coautora do relatório, diz que esse gasto desvia dinheiro de trabalhadores e de investimentos no local de trabalho.
  • O relatório menciona que firmas como Littler Mendelson, que já representou Amazon, Starbucks e Delta Air Lines em campanhas sindicais, possuem o Workplace Policy Institute e atuam para conter direitos dos trabalhadores, citando casos como AB five na Califórnia e a Prop 22, relacionada a classificação de motoristas como trabalhadores independentes.

O relatório do Economic Policy Institute (EPI) revela que os empregadores nos EUA gastam mais de 1,5 bilhão de dólares por ano para enfrentar a organização de trabalhadores e evitar sindicatos. O investimento ocorre principalmente com consultoria, escritórios de advogados especializados em oposição a sindicatos e assistência jurídica durante eleições sindicais e campanhas de organização.

A empresa Amazon figura entre as maiores gastadoras, com estimativas de gastos de 26,6 milhões de dólares em 2025 com consultoria de oposição a sindicatos, segundo registros apresentados ao Departamento do Trabalho dos EUA. Em resposta, a empresa aponta que o custo envolve cooperação com terceiros para esclarecer fatos sobre o papel de agentes externos.

Segundo o EPI, o montante anual destinado a opositores sindicais é distribuído entre consultorias e escritórios especializados, bem como serviços legais e de litígio. A organização cita a Littler Mendelson, que já atuou em campanhas de empresas como Amazon, Starbucks e Delta Air Lines, como uma das firmas relevantes no tema.

O que está em jogo

O estudo aponta que a densidade sindical dos EUA caiu de 20,3% em 1983 para 10% atualmente, em parte por atuação de firmas e consultores que ajudam empregadores a dificultar a formação de sindicatos. Ainda assim, pesquisas de opinião mostram que cerca de 70% dos norte-americanos aprovam a atuação dos sindicatos.

O relatório registra que a Littler Mendelson mantém o Workplace Policy Institute, criado pela própria firma, para acompanhar e enfrentar propostas de ampliação dos direitos dos trabalhadores, como a AB5 na Califórnia e a Prop 22 de 2020, que permitiu classificar trabalhadores de aplicativo como independentes.

Para os autores, o uso intensivo de consultorias e firmas especializadas amplia o poder já existente dos empregadores sobre a força de trabalho, dificultando o caminho para acordos coletivos e, em muitos casos, atrasando contratos sindicais. Os dados também destacam o tempo médio de tramitação para um primeiro contrato, estimado em 465 dias, com variações conforme o caso.

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