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Estrangeiros retiram R$ 9 bi da bolsa em maio; fluxo negativo pela 1ª vez no ano

Fluxo de estrangeiros fica negativo em maio, com saída líquida de R$ 8,9 bilhões, interrompendo trajetória de entradas, apesar de saldo anual de R$ 48,2 bilhões

Sede da bolsa de valores de São Paulo, no centro da capital (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)
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  • Em maio, até o dia 18, investidores estrangeiros retiraram 8,9 bilhões de reais das ações brasileiras, tornando o fluxo mensal negativo pela primeira vez em 2026.
  • No acumulado do ano, o saldo é positivo em 48,2 bilhões de reais, quase o dobro de todo o ano de 2025 (26,9 bilhões de reais de entradas líquidas).
  • Os foreigners detêm mais de metade do dinheiro circulante na B3, o que contribui para a queda do Ibovespa, que passou de 199 mil pontos em 14 de abril para cerca de 177 mil pontos em 20 de maio.
  • Nos 18 primeiros dias de maio, estrangeiros colocaram 237,5 bilhões de reais em papéis brasileiros e venderam 246,5 bilhões, resultando na saída líquida de quase 9 bilhões de reais.
  • O desempenho recente é explicado, entre outros fatores, pela percepção de juros globais mais altos no curto prazo e pela valorização do real, que reduzem o atractivo de ações no Brasil.

Estrangeiros retiraram 8,9 bilhões de reais da B3 até 18 de maio, segundo dados diários da bolsa. O fluxo de investimentos externos ficou negativo em maio pela primeira vez em 2026, após um começo de ano firme.

Mesmo com o mês ainda aberto, o saldo de maio já mostra saída líquida de recursos. No acumulado de janeiro a maio, investidores externos ainda são positivos, em 48,2 bilhões de reais, quase o dobro do total de 2025.

A participação externa na B3 segue acima de 60% neste ano, o que amplia o impacto desses movimentos sobre o Ibovespa. O índice, que atingiu 199 mil pontos em 14 de abril, opera perto de 177 mil pontos em 20 de maio.

No entanto, o fluxo de janeiro mostrou resultados fortes: saída líquida de 26,4 bilhões desconsiderando IPOs e follow-ons. Enquanto isso, fevereiro registrou 15,4 bilhões, março 12 bilhões e abril 3,2 bilhões, todos positivos.

Mudança de humor

Analistas apontam sinais globais de que a guerra no Irã pode ter efeitos duradouros. Reformulações de política monetária em vários países reduzem o apetite por ativos de risco, o que pesa sobre ações brasileiras.

Além disso, o Ibovespa mais alto neste ano e o real mais forte reduziram um de seus diferenciais: a bolsa deixou de parecer barata, elevando a percepção de preço justo e limitando a valorização futura.

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