- O Grupo Mateus demitiu cerca de 6,6 mil funcionários em seis estados do Norte e do Nordeste, em meio a uma reorganização operacional.
- O quadro de funcionários caiu de 47,9 mil para 41,2 mil, uma redução de 13,9%.
- As demissões atingiram Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Pará; a empresa também fechou 28 lojas no último ano.
- A companhia informou, em nota ao Valor Econômico, que os cortes são necessários para ajustes operacionais, corrigir distorções e aumentar a eficiência, com revisão de lojas, formatos, fornecedores e contratos.
- Mesmo com os cortes, o Grupo Mateus ocupa a terceira posição no ranking de maiores supermercados do Brasil, com faturamento de R$ 43,55 bilhões.
O Grupo Mateus confirmou demissões em massa que atingiram cerca de 6,6 mil funcionários, distribuídos em seis estados do Norte e do Nordeste. A medida integra uma reorganização operacional da rede, que também incluiu o fechamento de lojas no último ano.
De acordo com a empresa, o lote de cortes corresponde à queda do quadro de funcionários de 47,9 mil para 41,2 mil, ou seja, uma redução de 13,9%. Os desligamentos ocorreram na Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Pará.
A companhia informou ao Valor Econômico que os ajustes são necessários para corrigir distorções, otimizar estruturas e aumentar a eficiência da operação. A divulgação aponta foco em ganhos de produtividade.
Grupo Mateus fecha lojas e reorganiza operações
Além das demissões, o grupo encerrou 28 unidades no último ciclo. A direção diz que a reorganização envolve análise das operações, com comparação entre lojas, formatos, fornecedores e contratos, para identificar distorções e oportunidades de melhoria financeira.
A rede ressalta que o trabalho visa reduzir despesas operacionais e tornar os investimentos mais seletivos. O objetivo é manter o ritmo de expansão, porém com maior controle de custos.
Contexto e posição no varejo
Mesmo com os cortes, o Grupo Mateus permanece entre os maiores varejistas de alimentação do Brasil. Em ranking da Abras divulgado em abril, a empresa ficou em terceiro lugar, atrás apenas de Carrefour e Assaí Atacadista, com faturamento divulgado de 43,55 bilhões de reais.
A demissão em massa evidencia que grandes redes avaliam estratégias para equilibrar crescimento, custos e eficiência, diante de um cenário de aumento de despesas operacionais. A empresa não informou dados adicionais sobre compensações ou prazos de readaptação.
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