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iFood acusa Keeta de espionagem e cobra R$ 1 milhão

iFood acusa Keeta e Meituan de espionagem corporativa, pede indenização de R$ 1 milhão e medidas para frear abordagem de funcionários não identificados

Em nota, o iFood informou que seguirá colaborando para identificar todos os envolvidos no caso e afirmou defender "um ambiente ético e de respeito às leis no ecossistema de delivery brasileiro". - (crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • O iFood acionou a Keeta na 1ª Vara Empresarial de São Paulo, acusando espionagem corporativa e concorrência desleal durante a chegada da empresa ao Brasil, e pediu indenização de R$ 1 milhão por danos morais, além de reparação por danos materiais.
  • A empresa afirma que mais de 240 funcionários foram abordados por consultorias internacionais via redes sociais para participarem de “conversas remuneradas” sobre o mercado de delivery no Brasil.
  • Segundo o processo, os contatos eram apresentados como entrevistas de mercado, mas visavam obter dados estratégicos da operação do iFood, com a desculpa de dar aparência lícita à coleta de sigilos.
  • Um ex-funcionário, identificado como Matheus Santana, admitiu ter participado de reuniões pagas organizadas pela China Insights Consultancy; registros indicam participação de profissionais com e-mails de domínio meituan.
  • O iFood solicita ainda medidas de urgência para que Meituan e Keeta deixem de abordar funcionários da empresa, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento, além de buscar todas as evidências e responsabilização dos envolvidos.

O iFood ajuizou ação na 1ª Vara Empresarial de São Paulo contra a Keeta, plataforma chinesa ligada à Meituan, por espionagem corporativa e concorrência desleal. O pedido inicial soma R$ 1 milhão por danos morais e reparação de danos materiais.

A empresa afirma que mais de 240 funcionários foram contatados por consultorias internacionais via redes sociais para participar de “conversas remuneradas” sobre o delivery no Brasil. Os contatos teriam ocorrido sem identificação clara do real interessado.

Detalhes da acusação e evidências

Segundo o processo, as abordagens ocorreram durante a preparação da entrada da Keeta no Brasil. Os profissionais eram questionados sobre dados estratégicos para estruturar a operação no país.

O iFood sustenta que as conversas pareciam entrevistas de mercado, mas visavam coletar informações sigilosas com aparência lícita, dificultando identificar os responsáveis.

Provas e participação das partes

Entre as evidências, um ex-funcionário, identificado como Matheus Santana, admite ter participado de reuniões pagas organizadas pela China Insights Consultancy (CIC). Ele teria compartilhado informações sensíveis.

Registros de videoconferências via Zoom sugerem participação de pessoas com e-mails de domínio @meituan.com. Os dados foram obtidos por meio de ação nos Estados Unidos.

Escala geográfica e medidas solicitadas

Os acessos teriam partido de cidades como São Paulo, Barueri, além de Hong Kong e Pequim. O processo também reúne registros de IP e confirmação de compartilhamento de informações estratégicas.

Segundo o iFood, há evidências de envolvimento direto de representantes da Meituan e da Keeta na obtenção de dados confidenciais. Alega-se tratar da primeira evidência concreta de espionagem corporativa no setor.

Pedidos judiciais adicionais

Além da indenização, o iFood requer urgência para que Meituan e Keeta parem de abordar funcionários da empresa, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A nota oficial afirma que a empresa continuará colaborando para esclarecer todos os responsáveis.

O iFood disse que busca manter um ambiente ético e em conformidade com a lei no ecossistema de delivery brasileiro, conforme reafirmado em nota.

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