- O mercado reagiu à tensão na pré-candidatura do senator Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) devido às relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, segundo o economista Sérgio Vale, da MB Associados, no Mercado Aberto do Canal UOL.
- A reação atingiu tanto o câmbio quanto o mercado de ações, com a crise na campanha antecipando a precificação eleitoral.
- O mercado também olha para a possibilidade de reeleição do presidente Lula (PT) e a percepção de um risco fiscal dependendo do governo.
- Vale afirma que parte do receio vem da ideia de que, se Lula permanecer, o fiscal pode ficar mais frágil, enquanto um governo de direita seria visto como mais rígido fiscalmente.
- Ainda não está claro o posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre economia e contas públicas, o que mantém a tensão e o nervosismo no câmbio.
O mercado reagiu à tensão na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por meio de movimentos no câmbio e na bolsa. A leitura é de que a crise na campanha antecipou a precificação eleitoral, somando-se à desconfiança com uma possível reeleição de Lula.
Segundo o economista Sérgio Vale, chefe da MB Associados, a reação foi imediata. A volatilidade ocorreu já nos primeiros dias, antes do que se esperava, e refletiu o ajuste de preços diante de sinais políticos.
Vale aponta que parte do receio decorre da possibilidade de Lula vencer novamente e do impacto sobre a percepção fiscal. O mercado teria dado maior peso a um cenário com gestão fiscal mais forte em uma administração de direita.
Ainda de acordo com Vale, não há clareza sobre as posições de Flávio Bolsonaro sobre economia e contas públicas. Essa indefinição mantém a tensão e sustenta o nervosismo no câmbio.
O programa Mercado Aberto, com apresentação de Amanda Klein, vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, no UOL. A produção destaca os principais movimentos do mercado financeiro.
Onde assistir: ao vivo na home do UOL, no YouTube e no Facebook do UOL. O Canal UOL está disponível em várias operadoras de TV e pelo UOL Play.
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