- Meta começou a demitir parte da equipe por meio de e-mails enviados às 4h, horário local de Singapura, com cerca de 8.000 desligamentos previstos em todo o mundo.
- A empresa havia anunciado na terça-feira que cortaria oito mil empregos como parte da reestruturação, após divulgar demissões de 10% da força em abril e realocação de 7.000 funcionários para iniciativas de IA.
- Notificações serão enviadas pela manhã de quarta-feira também aos funcionários no Reino Unido, Estados Unidos e em outras regiões, conforme o fuso horário.
- A tensão interna inclui um abaixo-assinado para interromper o programa de rastreamento de dados para IA, além de relatos de escritórios praticamente vazios e críticas à liderança.
- A Meta criou a equipe IA Aplicada e Engenharia, liderada por Maher Saba, com cerca de 2.000 funcionários, para desenvolver ferramentas de IA a partir de dados do programa de rastreamento; a participação foi apresentada como obrigatória.
A Meta iniciou nesta quarta-feira o processo de demissões, enviando e-mails para parte da equipe em Singapura às 4h locais (17h de terça-feira em Brasília). A empresa confirmou previamente que vai desligar cerca de 8.000 funcionários como parte de sua reestruturação.
Os avisos de desligamento devem chegar aos trabalhadores no Reino Unido, nos Estados Unidos e em outras regiões na manhã de quarta-feira, conforme os fusos horários. A medida encerra um mês de tensão interna sobre os cortes e mudanças na estratégia da companhia.
Antes disso, a empresa já havia anunciado demissões de 10% da força de trabalho em abril e, na semana seguinte, realocação de 7.000 funcionários para iniciativas de IA. A transformação busca redirecionar recursos para áreas de inteligência artificial.
Cenário interno e impactos
Os escritórios da Meta devem ter pouca presença de funcionários na quarta-feira, com orientações para trabalho remoto divulgadas pela chefe de recursos humanos. Em um clima de protesto, cartazes pediam a interrupção do programa de rastreamento de dados para treinamento de IA, de acordo com relatos de funcionários.
Alguns trabalhadores chegaram a buscar itens nos escritórios na tentativa de se prepararem para o fim do vínculo até o fim da semana, segundo relatos de quem preferiu não se identificar. O movimento ocorre em meio a uma onda de incertezas sobre a adoção de IA na empresa.
Contexto da transformação e reação
A Meta tem intensificado investimentos em IA, com marcação de gastos entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões para este ano, parte de uma aposta guiada por Mark Zuckerberg. A mudança envolve a criação de uma nova unidade, liderada por Maher Saba, para IA Aplicada e Engenharia, com cerca de 2.000 funcionários.
Três frentes de comunicação internas indicam que a participação na nova equipe é apresentada como prioridade elevada, embora haja resistência entre alguns funcionários. Executivos têm recorrido a encontros internos para tratar de preocupações sobre o futuro e a estratégia de IA.
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