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Na era da IA, foco decisivo para o sucesso empresarial, aponta BCG

BCG aponta que, na era agêntica, foco em poucos fluxos estratégicos transforma IA em operação real, ao contrário de muitos pilotos sem impacto

Projetos de inteligência artificial devem ser orientados por resultados, aponta consultoria
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  • O BCG afirma que, na era agêntica, o diferencial será transformar IA em operação real, não apenas ter mais pilotos.
  • Empresas com muitas iniciativas fáceis tendem a ter menos produtividade; é melhor concentrar-se em poucos fluxos estratégicos com impacto.
  • Embora dois terços dos executivos coloquem IA como prioridade, poucos medem retorno financeiro ou ganho de produtividade.
  • A transformação depende de reorganizar operações, dados e liderança; há expectativa de expansão de sistemas multiagentes que trabalham de forma autônoma.
  • Setores como atendimento e desenvolvimento de software devem adotar agentes de IA; bancos brasileiros são vistos como bem posicionados, desde que foquem em poucos casos de uso de alto valor.

A corrida corporativa pela inteligência artificial entrou em uma nova fase. Empresas passam de inúmeras provas de conceito para garantir que IA se torne operação real. O conceito de “era agêntica” aponta para agentes de IA que executam tarefas e coordenam fluxos de trabalho autonomamente.

Para o Boston Consulting Group (BCG), o gargalo não é tecnologia, mas a forma de reorganizar operações, dados e liderança. Segundo o BCG, muitas companhias acumulam dezenas de provas de conceito sem impacto mensurável, o que prejudica a adoção efetiva da IA.

Dados do mercado indicam que cerca de dois terços dos executivos de alto escalão veem IA como prioridade estratégica. Contudo, apenas uma parcela menor mede retorno financeiro, produtividade ou captura de valor dessas iniciativas.

Mudança de foco: da quantidade para a qualidade

O BCG afirma que o excesso de iniciativas paralelas reduz a produtividade. Empresas que concentram esforços em poucos fluxos estratégicos geram mais valor do que organizações com muitos projetos sem efeito operacional.

O relatório aponta que a transformação envolve reorganizar operações, dados e liderança. Sem o alinhamento com o topo, a transição para a era agêntica fica comprometida, segundo executivos da consultoria.

O conceito de “hierarquia agêntica” descreve a convivência entre humanos e múltiplos agentes digitais que trabalham de forma coordenada. A ideia é migrar IA de ferramentas isoladas para estruturas centrais da operação.

Avanços práticos e desafios

Áreas como atendimento, desenvolvimento de software, backoffice e operações devem sentir impactos significativos com o redesenho operacional. O setor de terceirização de atendimento já aparece como exemplo da transformação.

Na prática, o BCG aponta uma escala de autonomia na programação com IA, com caminhos que vão de uso básico de ferramentas até a automação completa de código. A expectativa é industrializar a produção de software dessa forma.

Ainda assim, muitos obstáculos permanecem. Cerca de 70% do trabalho atual envolve arrumar a casa: dados mal estruturados, infraestrutura insuficiente e integração de sistemas quebrada dificultam o escalonamento.

O BCG avalia que bancos brasileiros apresentam posição relativamente estável na era agêntica, graças à maturidade digital. O sucesso, porém, dependerá de escolher poucos casos de uso com impacto real, não da quantidade de projetos anunciados.

Maglione encerra enfatizando que o principal aprendizado é mirar o valor, não apenas a tecnologia. Essa mudança de foco é vista como essencial para avançar na nova fase da IA.

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