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Otto Lobo defende reforma de leis que destinam recursos à CVM

Indicado à presidência da CVM defende reforma do financiamento do órgão e apoia liminar que transfere setenta por cento das taxas fiscalizatórias à autarquia

Otto Lobo, indicado à presidência da CVM — Foto: Leo Pinheiro/Valor
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  • Otto Lobo, indicado por Lula para a presidência da CVM, defende a reforma das leis que financiam o órgão.
  • A sabatina na CAE terminou com aprovação de 19 a 4 e o caso ainda precisa passar pelo plenário do Senado.
  • Ele disse que o financiamento é o ponto mais importante da reforma e que o mercado de capitais depende cada vez menos do crédito bancário.
  • Lobo foi favorável à liminar do ministro Flávio Dino, do STF, que determinou que 70% das taxas fiscalizatórias sejam transferidas à CVM.

Otto Lobo, indicado pelo presidente Lula para a presidência da CVM, defendeu nesta quarta-feira a reforma das leis que financiam o órgão. A sabatina ocorreu na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e terminou com aprovação de 19 a 4. A próxima etapa é a avaliação pelo plenário do Senado.

Durante o senador Eduardo Braga, relator da indicação, Lobo enfatizou que o financiamento é núcleo da reforma a ser discutida. Ele citou o papel do mercado de capitais e a necessidade de maior autonomia institucional da CVM para aprimorar enforcement e capacidade institucional.

O sabatinado também abordou a liminar do STF que determinou o repasse de 70% das taxas fiscalizatórias para a CVM. O indicado considerou a decisão importante, destacando que houve audiência pública e que a questão agride recursos do órgão de regulação.

Sobre auditorias independentes, Lobo afirmou que a CVM precisa enfrentar o tema sem adiantar posição sobre casos ainda em julgamento. Ele ressaltou que já votou em processos envolvendo auditorias, sempre com base nos elementos contidos nos autos.

A votação na CAE ocorreu antes de a indicação seguir para o plenário do Senado, onde ainda depende de confirmação. A defesa de maior autonomia financeira faz parte do conjunto de propostas para o futuro desenho institucional da CVM.

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