- Petrobras teve lucro líquido de US$ 6,25 bilhões no primeiro trimestre de 2026, superando Shell e Exxon Mobil e registrando o maior resultado entre as grandes petroleiras, conforme levantamento da Elos Ayta.
- A alta do preço do petróleo gerou ganho de R$ 10,8 bilhões no lucro do refino, com o Brent subindo 26,6% frente ao quarto trimestre de 2025.
- O dólar mais fraco frente ao real contribuiu com ganho cambial de R$ 12,3 bilhões entre o primeiro trimestre de 2026 e o quarto de 2025.
- A produção atingiu recorde no pré-sal, com 3,23 milhões de boed no total e 2,66 milhões de boed provenientes do pré-sal.
- A empresa aprobou repasse de R$ 9 bilhões aos acionistas; houve melhoria de eficiência das refinarias (95%), recuperação de ativos e redução de custos exploratórios e despesas operacionais.
A Petrobras registrou lucro líquido de US$ 6,25 bilhões (R$ 31,33 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, superando Shell e Exxon Mobil e destacando-se entre as grandes petroleiras globais. O levantamento é da Elos Ayta.
A alta do petróleo elevou o lucro do refino em R$ 10,8 bilhões, com o Brent subindo 26,6% ante o quarto trimestre de 2025, em meio aos impactos do conflito envolvendo o Irã. O ganho cambial ficou em R$ 12,3 bilhões entre os períodos.
A produção no pré-sal atingiu 2,66 milhões de boed, contribuindo para um volume total de 3,23 milhões de boed em produção própria. A eficiência das refinarias ficou em 95% no trimestre, permitindo maior entrega de combustíveis mais valiosos.
Desempenho financeiro e dividendos
A Petrobras recuperou ativos e reduziu custos, resultando em R$ 2,18 bilhões de ganho contábil e queda de 71,6% nos custos exploratórios. As despesas operacionais caíram 36,2% frente ao quarto trimestre de 2025.
A companhia aprovou repasse de R$ 9 bilhões aos acionistas, por meio de dividendos e juros sobre capital próprio, distribuídos entre investidores públicos e privados. A gestão destaca a evolução de produção e valor criado.
Contexto operacional e cenários
Fernando Melgarejo, diretor financeiro, ressaltou que os investimentos se convertem em crescimento de petróleo e derivados, fortalecendo a criação de valor. Em comparação anual, o lucro caiu 7,2% frente ao primeiro trimestre de 2025.
Desde o início do conflito, o preço dos combustíveis no Brasil pressiona o consumidor, com alta média de 7,1% no petróleo. O diesel S-10 e o diesel comum registraram elevações de 18,23% e 16,09%, respectivamente.
Panorama de preços e medidas públicas
A gasolina comum subiu 6,05% e a aditivada 5,38%, enquanto o GLP subiu 4,46%. O governo federal zerou impostos federais e intensificou fiscalização para conter reajustes. No longo prazo, o preço dos combustíveis globais superou as quedas.
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