- A Pimco vê oportunidade nos títulos soberanos de 30 anos do Japão, diante de preocupações com inflação e gasto público que levaram esses rendimentos a patamares recordes.
- Marc Seidner, diretor de investimentos de estratégias não tradicionais, afirmou que a curva de rendimentos japonesa está “muito inclinada” em relação a outras economias desenvolvidas, sugerindo valor em dívida de longo prazo.
- A gestora está posicionada de forma otimista em relação aos títulos de 30 anos e toma posições de baixa (bearish) nos títulos de 10 anos.
- A expectativa é de que a diferença entre os rendimentos dos títulos de 30 e 10 anos se estreite.
A Pimco vê uma oportunidade nas bonds soberanas de 30 anos do Japão, em meio a preocupações com inflação e gastos públicos que elevaram os rendimentos a patamares recordes. A percepção é de que o mercado está oferecendo valor em dívidas de longo prazo.
Marc Seidner, chief investment officer de estratégias não tradicionais, afirma que a curva de juros do Japão está mais íngreme comparada a outros mercados desenvolvidos, o que favorece ativos de maior prazo. A casa aposta em posições otimistas em títulos de 30 anos.
Ao mesmo tempo, a Pimco adota apostas pessimistas sobre títulos de 10 anos, na expectativa de que a diferença entre os dois vencimentos se contraia. A leitura é de que o alongamento da curva oferece vantagem relativa para investidores longos em o que consideram juros de longo prazo.
A estratégia reflete o cenário atual de controles de inflação e pressão fiscal no Japão, que contribuíram para o aumento dos rendimentos dos títulos de longo prazo. A empresa busca explorar o viés de valuation entre maturidades distintas.
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