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Probabilidade de alta de juros nos EUA aumenta

Mercado projeta alta de juros nos EUA até o fim do ano, com cortes descartados; tensões no Irã e petróleo pressionam ativos e elevam rendimentos

Yardeni: viés ‘dovish’ no comunicado de abril do Fed já não é apropriado — Foto: Christopher Goodney/Bloomberg
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  • Futuros dos Fed funds indicam probabilidade majoritária de pelo menos um aumento nas taxas até o fim do ano.
  • A hipótese de um corte cai a zero, segundo os contratos de juros.
  • Fatores como a guerra no Irã sem perspectiva de solução e preços elevados do petróleo pesam sobre o mercado.
  • O pregão teve forte avanço nos rendimentos dos Treasuries, com juros ultralongos no maior nível desde 2007.
  • Analista Yardeni afirma que o viés dovish no comunicado de abril do Federal Reserve não é mais apropriado.

O mercado financeiro dos EUA aponta para a possibilidade de aperto na política monetária ainda neste ano. Futuros dos Fed funds indicam uma probabilidade maioritária de pelo menos uma alta de juros até o fim de 2026, enquanto a expectativa de um corte cai para zero. A leitura vem em meio à persistência de tensões geopolíticas na região do Irã e aos preços elevados de petróleo.

Enquanto a guerra no Oriente Médio não vai a termo, investidores seguem reagindo a sinais de aperto monetário. Os rendimentos dos Treasuries subiram com vigor, elevando o juro de títulos ultralongos a patamar não visto desde 2007. O movimento intensifica o ambiente de volatilidade nos mercados.

A visão de especialistas segue de perto o que pode ocorrer com a trajetória da taxa federal. Eventos recentes e dados econômicos sinalizam a possibilidade de ajuste, mesmo diante de um cenário global de incerteza. A percepção de risco reduz o espaço para cortes.

Perspectiva de especialistas e impactos

Segundo analistas, o viés de política monetária pode deixar de ser dovish, conforme sinalizam notas técnicas e a conjuntura atual. A leitura reflete a preocupação com pressões inflacionárias e a sensibilidade de mercados a choques externos. A avaliação de risco permanece elevada.

A incerteza geopolítica e os preços do petróleo continuam a influenciar a curva de juros. Mesmo com possíveis mudanças no comitê, a percepção de investidores prevalece de que ajustes adicionais podem ocorrer. O que se decide nos próximos meses depende de dados de inflação, emprego e atividade econômica.

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