- Datafolha aponta que 68% dos endividados acreditam que vão se beneficiar do Desenrola 2.0 e 82% veem impacto positivo para a economia como um todo.
- Entre os não endividados, 39% enxergam benefício para as finanças pessoais e 73% para a economia.
- O ministro da Fazenda informou que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo Desenrola 2.0.
- A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, nos dias 12 e 13 de maio; margem de erro de dois pontos percentuais (maioria) e quatro pontos para não alinhados.
- Sobre endividamento, 29% estão inadimplentes em parcelamentos de cartão de crédito, 27% usam crédito rotativo e 28% têm débitos em atraso com contas de serviço.
Nos dados divulgados pelo Datafolha na quinta-feira (21), 68% dos endividados dizem acreditar que vão se beneficiar do Desenrola 2.0. Ao mesmo tempo, 82% veem impacto positivo do programa na economia como um todo. A pesquisa traz um retrato do endividamento no Brasil.
Entre os não endividados, 39% enxergam benefícios para as finanças pessoais, e 73% para a economia. Os índices ficam acima de 30% que avaliam o governo como ótimo ou bom e acima de 45% que aprovam o trabalho do presidente Lula. A amostra é de 2.004 eleitores, ouvidos em 12 e 13 de maio.
O levantamento também aponta perfil dos mais otimistas com o programa: jovens, moradores do Nordeste e eleitores de Lula. O ministro da Fazenda, Durigan, informou que já houve benefício a mais de um milhão de pessoas com o Desenrola 2.0. A margem de erro é de dois p.p. na amostra total.
Desenrola 2.0 e panorama do endividamento
Em 18 de abril, o Datafolha divulgou outra ficha sobre endividamento. Dois em cada três brasileiros tinham dívidas financeiras, com 41% dos que pegaram dinheiro com amigos ou familiares não tendo devolvido. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 9 de abril de 2026.
Entre os endividados, 29% estão inadimplentes nos parcelamentos de cartão de crédito, 26% não quitam empréstimos em bancos e 25% têm pendências em carnês de lojas. O crédito rotativo é utilizado por 27% dos entrevistados, sendo 5% usuários frequentes.
Débitos e padrão de endividamento
A pesquisa também mapeia débitos com contas de serviço. Entre os inadimplentes, 28% possuem débitos em atraso, com telefonia/internet (12%), tributos (12%), energia (11%) e água (9%). A soma revela que dívidas com terceiros vão além do sistema bancário.
A sensação de aperto financeiro é expressiva. 45% da população está sob forte pressão econômica, com 27% em situação “apertada” e 18% em “severa”. Outros 36% enfrentam moderada, e 19% menos severa.
Para equilibrar as contas, o comportamento de consumo foi impactado. Lazer caiu para 64%, refeições fora de casa para 60% e troca de marcas por opções mais baratas para 60%. No básico, 52% reduziram a compra de alimentos e 50% cortaram água, luz e gás.
Compromissos financeiros e prioridades
Além disso, 40% deixaram contas vencerem e 38% interromperam pagamento de dívidas ou de remédios. Ao questionar sobre o maior problema pessoal, 37% citam questões financeiras, como baixa renda, endividamento e custo de vida elevado.
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