- Agricultor Sidrônio Moreira cavou um poço em busca de água na Chapada do Apodi, entre Ceará e Rio Grande do Norte, e encontrou líquido preto que mais tarde foi identificado como petróleo cru pela ANP.
- O caso ocorreu em 2024; uma amostra foi enviada ao Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Tabuleiro do Norte, que confirmou semelhanças com petróleo de campos terrestres da bacia Potiguar.
- Nesta terça-feira, a ANP confirmou a natureza do líquido, notificou a família e a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Semace) para avaliar medidas ambientais.
- Mesmo com a confirmação, não há garantia de que a área seja incluída na Oferta Permanente de áreas para exploração e produção de petróleo; a decisão depende de etapas internas e de órgãos ambientais.
- A bacia Potiguar é uma das mais antigas produtoras do país, com 57 campos ativos e produção de cerca de 30 mil barris por dia, atividade que gera emprego e renda na região.
Um agricultor do Ceará encontrou petróleo ao cavar um poço para buscar água em 2024, na Chapada do Apodi, na fronteira com o Rio Grande do Norte. A descoberta ocorreu após o volume inicial de líquido preto ter surgido em uma tentativa, seguida de novos movimentos no preferido, que revelou o material ao ser limpo.
Sidrônio Moreira pediu empréstimo de R$ 15 mil para a operação. O caso ganhou repercussão regional quando um filho dele relatou o primeiro líquido observado e, posteriormente, o irmão ter retirado uma amostra que pareciam petróleo. A amostra foi encaminhada para avaliação.
Nesta terça-feira, 19, a ANP confirmou que o líquido é petróleo cru. A área foi comunicada à Semace para avaliação de medidas ambientais, sem ainda definir ações definitivas. A confirmação provocou expectativa sobre próximos passos e impactos locais.
Análise ambiental e jurídica
A bacia Potiguar, uma das mais antigas produtoras do país, é principalmente terrestre, com 57 campos ativos que geram cerca de 30 mil barris por dia. A descoberta, porém, não confere automaticamente direito de exploração ao proprietário da terra.
Mesmo com confirmação de petróleo, o subsolo continua sob monopólio da União. A exploração depende de leilões da ANP, que define áreas, bônus de assinatura e royalties. Propriedades podem receber compensação de até 1% do valor da produção.
A ANP informou que vai estudar a área, o contexto geológico e a possibilidade de inclusão na Oferta Permanente de áreas para exploração. A decisão depende de etapas internas e de órgãos ambientais e ministérios, sem garantia de inclusão.
Impactos locais e próximos passos
A família ganhou notoriedade na região após a divulgação da descoberta. A produção de petróleo, mesmo em pequena escala, pode gerar empregos e renda em áreas com serviços básicos limitados, como água potável.
Entre os próximos passos, está a avaliação ambiental pela Semace e eventual encaminhamento de estudos pela ANP sobre novas áreas. Enquanto isso, Sidrônio segue aguardando o desfecho regulatório e econômico da situação.
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