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Agro prepara backoffice para fase da duplicata escritural

Banco Central estabelece cronograma da duplicata escritural eletrônica; setor agro mira maior liquidez e menor fraude com digitalização de recebíveis

Imagem de DC Studio no Freepik / DINO
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  • O Banco Central publicou cronograma para a duplicata escritural eletrônica no Brasil, com produção assistida a partir do segundo semestre de 2024; grandes empresas passam a obrigatoriedade em junho de 2027, médias em dezembro de 2027 e pequenas em junho de 2028.
  • A duplicata escritural eletrônica registra dívida a prazo, vinculada a dados fiscais e controle de titularidade, reduzindo erros, duplicidade e fraudes.
  • Estudo da Qive mostra que 65% do volume financeiro de notas fiscais no setor é crédito e 33% é duplicata, que pode ser descontada para antecipação de recebimento.
  • O chief financial officer da Qive afirma que a mudança aumenta liquidez, reduz risco e melhora a organização operacional, além de exigir integração com sistemas de gestão (ERP).
  • A pesquisa Panorama do Contas a Pagar indica que o pagamento a prazo não é exclusivo do agronegócio, representando 77% das operações B2B, com mais de 500 milhões de notas emitidas entre 2023 e 2025 totalizando cerca de R$ 4,1 trilhões em valores a prazo.

O Banco Central publicou um cronograma para a adoção da duplicata escritural eletrônica no Brasil, atingindo empresas do agronegócio que operam principalmente com pagamentos a prazo. O período de produção assistida começa no segundo semestre de 2024; a obrigatoriedade vale para grandes empresas a partir de junho de 2027, para médias em dezembro de 2027 e para pequenas em junho de 2028.

A duplicata escritural eletrônica registra a dívida ou venda a prazo com dados fiscais e controle de titularidade, reduzindo erros, duplicidade e fraudes, além de ampliar a rastreabilidade. O formato visa tornar o recebível mais seguro e facilitar o fluxo de caixa.

Dados da Qive, autora do Panorama do Contas a Pagar, indicam que 65% do volume financeiro das notas fiscais no setor ocorre como crédito, e 33% como duplicata, passível de desconto para antecipação. O CFO Daniel Paschino afirma que a mudança pode aumentar liquidez e organização, exigindo integração com ERPs.

Backoffice e impactos no agronegócio

A digitalização vai exigir automação do backoffice, com alinhamento entre gestão fiscal, financeira, pagamentos, aprovações e ERP. Passageira não pode ser a única diante de uma mudança de infraestrutura. O registro eletrônico ganha lastro formal no momento da escrituração, fortalecendo a rastreabilidade.

O Panorama do Contas a Pagar mostra que o pagamento a prazo não é exclusivo do agronegócio. Aproximadamente 77% das operações B2B seguem esse modelo, com mais de 500 milhões de notas emitidas entre 2023 e 2025, resultando em cerca de R$ 4,1 trilhões transacionados a prazo.

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