- Aneel confirmou parte do resultado do leilão de reserva de capacidade, referente ao produto de 2026, com usinas que podem operar já em 2026 a partir de agosto.
- A decisão ocorreu em reunião extraordinária do colegiado, convocada a pedido do relator Fernando Mosna, para cumprir o cronograma do edital.
- Ao todo, dez empreendimentos movidos a gás natural foram homologados na primeira fase, incluindo projetos da Eneva, da J&F e da Petrobras.
- Na segunda fase, foi homologado o resultado de três usinas termelétricas movidas a diesel, da Petrobras, da Companhia Energética de Petrolina e da Usina Xavantes.
- O certame contratou quase vinte gigawatts de disponibilidade de centous usinas entre térmicas novas, existentes e hidrelétricas a serem expandidas, com custo total superior a R$ 500 bilhões, sob contestação judicial e de órgãos de controle.
A Aneel confirmou parte do resultado do leilão de reserva de capacidade destinado a reforçar a segurança do sistema elétrico brasileiro. A homologação envolve apenas o produto de 2026, com usinas termelétricas que podem ser acionadas ainda em 2026, a partir de agosto. A decisão ocorreu em reunião extraordinária do colegiado, convocada a pedido do relator dos processos, diretor Fernando Mosna, para cumprir o cronograma do edital.
Ao todo, foram aprovados 10 empreendimentos movidos a gás natural na primeira fase do certame. Entre as vencedoras, aparecem unidades da Eneva, da J&F e da Petrobras. Já na segunda fase, a homologação contemplou três usinas movidas a diesel, de Petrobras, Companhia Energética de Petrolina e da Usina Xavantes.
A decisão ocorre em meio a contestações judiciais e a investigações em outras esferas sobre as regras e o resultado do certame. O certame contratou quase 20 gigawatts de disponibilidade de 100 usinas, entre novas termelétricas, plantas existentes e hidrelétricas a serem expandidas, com custo estimado superior a 500 bilhões de reais.
Contexto jurídico
Diversos atores questionam a homologação. A Abraenergias pediu suspensão dos trâmites, mas o pedido foi negado pela Justiça. O Ministério Público Federal recomendou que o governo suspenda atos de homologação e adjudicação. O Tribunal de Contas da União também investiga o tema e, recentemente, sugeriu medidas cautelares para suspender parcialmente a homologação das térmicas, citando riscos de contratação desvantajosa e de longa duração.
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