Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bancos redirecionam crédito a PMEs por linhas garantidas pelo governo

Bancos concentram crédito a PMEs em linhas com garantia pública, elevando o risco de inadimplência conforme encerram as carências dos programas governamentais

O cenário de juros restritivos e incertezas econômicas contribuíram para o avanço da inadimplência entre as menores empresas
0:00
Carregando...
0:00
  • A carteira combinada de crédito a micro, pequenas e médias empresas, dos quatro maiores bancos, atingiu R$ 762,5 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 8,2% ante o mesmo período de 2023 e queda de 1,3% frente ao trimestre anterior, pressionada pelo Banco do Brasil.
  • O crescimento veio principalmente das linhas com garantia pública, como Pronampe e Peac-FGI, que oferecem garantias de até 80% da operação.
  • Em abril, houve um novo aporte de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), sinalizando continuidade das garantias para PMEs.
  • O Itaú Unibanco registrou expansão de 11% no saldo de crédito para PMEs, chegando a R$ 302,8 bilhões, com participação de garantias subindo de 37% para 70% no segmento de micro e pequenas empresas.
  • A inadimplência entre PMEs avançou no trimestre: Itaú subiu para 1,9% (alta de 0,1 ponto), Santander subiu a 6%, Bradesco para 4,0% e BB manteve 8,79%, refletindo juros mais altos e períodos de carência dos programas públicos.

Os bancos brasileiros redirecionaram crédito de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) para linhas com garantia pública, ampliando a exposição a programas como Pronampe e Peac-FGI. O movimento ocorreu no primeiro trimestre, em meio a juros elevados e busca por manter qualidade de ativos. O objetivo é sustentar o andamento financeiro das PMEs com apoio governamental.

A carteira combinada de Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil para PMEs atingiu R$ 762,5 bilhões no 1º trimestre, alta anual de 8,2%. Em relação ao trimestre anterior, houve recuo de 1,3%, pressionado pelo BB. Desembolsos nessas linhas garantidas explicam o ganho. O governo indicou continuidade dos instrumentos.

As linhas garantidas representam até 80% da operação, fortalecendo o balanço diante da vulnerabilidade das PMEs ao ciclo econômico. Em abril, o Ministério da Fazenda anunciou aporte adicional de R$ 2 bilhões ao FGI, fortalecendo o programa.

Destaques por banco

O Itaú, maior banco privado, expandiu o crédito para PMEs em 11% anual, para R$ 302,8 bilhões. Entre micro e pequenas empresas, a participação de garantias subiu de 37% para 70%. O presidente Milton Maluhy Filho afirmou que os mecanismos de garantia devem permanecer ativos nos próximos anos.

Bradesco registrou alta anual de 14,4% no saldo destinado a MPMEs, totalizando R$ 254,6 bilhões. O Bradesco S/A Cidade de Deus respondeu por cerca de 21% das operações em FGI e FGO, segundo o presidente Marcelo Noronha.

Santander Brasil expandiu a carteira de PMEs em 10% na comparação anual, para R$ 93,7 bilhões, porém o crescimento trimestral foi estável. O CEO Mario Leão disse que a expansão foi mais cautelosa frente ao cenário macro.

O Banco do Brasil teve queda de 10% no portfólio de MPMEs no ano, para R$ 111,4 bilhões, com deterioração de qualidade no agronegócio. Ainda assim, operações via Pronampe e FGI cresceram 31,5%, para R$ 37,8 bilhões.

Inadimplência

A inadimplência entre MPMEs avançou no trimestre, refletindo juros mais restritivos e incertezas econômicas, além de efeitos de carência dos programas governamentais. No FGI, a garantia pode ser acionada apenas após 90 dias de inadimplência.

No Itaú, a inadimplência de MPMEs subiu 0,1 ponto porcentual, para 1,9% no trimestre. O analista estima possível avanço adicional de cerca de 0,2 pp nos próximos exercícios.

O Santander registrou alta de 0,5 pp, para 6%. Bradesco viu a inadimplência subir de 3,8% para 4,0%. O BB manteve o índice elevado, em 8,79%. Os números refletem o ambiente de crédito mais desafiador para pequenas empresas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais